| foto Global Imagens/Arquivo |
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"Temos de arranjar, e vai-se arranjar, seguramente, o financiamento que é preciso. Mas isso nada tem a ver com os realojamentos", frisou o edil, em resposta às críticas da oposição sobre os incumprimentos relacionados com a operação imobiliária e a constituição de um Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) para demolir o bairro.
O autarca disse não ver "em que é que o bairro está pior do que estava", depois da demolição da primeira torre, em dezembro.
"É mau. É por isso que decidimos fazer o que estamos a fazer. As pessoas estão a ser realojadas a um ritmo lento, mas isso tem de ser. O bairro tem tráfico de droga, pois tem, sempre teve", frisou.
A crise financeira está a por em causa a operação imobiliária do bairro do Aleixo, revelou na quinta-feira a jurista Cecília Anacoreta Correia, responsável pelo quadro contratual que rege o fundo imobiliário criado para demolir aquele bairro, durante o décimo seminário Reflexos Jurídicos da Atividade Jurídica da Câmara do Porto.
De acordo com a jurista, o principal investidor do Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) criado para demolir o Bairro do Aleixo está em situação de incumprimento, uma vez que a Gesfimo, do empresário Vítor Raposo, não subscreveu ainda os 60% de unidades de participação no fundo, apesar de já ter expirado o prazo contratual para proceder a essa aquisição.