| foto Sérgio Freitas/Global Imagens |
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"Não é qualquer ministro que tem que vir explicar o que se passou com esta situação do Metro do Porto. É o primeiro-ministro que deve uma explicação aos habitantes da cidade do Porto e de todo o seu distrito", disse António José Seguro no encerramento do XV congresso distrital do PS/Porto, que decorreu no Rivoli.
A assembleia-geral da Metro do Porto, agendada para sexta-feira com o objetivo de eleger os novos órgãos sociais, foi suspensa por 15 dias, devido à ausência do representante do Estado, depois de a Junta Metropolitana do Porto ter aprovado o nome de João Velez de Carvalho, proposto pelo Governo, para a presidência do conselho de administração da empresa, mantendo-se assim Ricardo Fonseca em funções.
"O que se passou é demasiado grave para que o primeiro-ministro fique em silêncio e nós queremos saber toda a verdade e particularmente saber o que preside às nomeações - se são critérios de Estado e de respeito pelas autarquias, ou se são critérios partidários ou sub-partidários, que põem em causa o interesse das populações e da cidade do Porto", criticou o secretário-geral do PS.
Na opinião de Seguro, "um Governo que dispensa a capacidade, o trabalho, a dedicação, a inteligência de um distrito como o Porto é um Governo que não está à altura dos seus tempos nem de compreender a realidade do nosso país".
Durante o congresso, o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, considerou vergonhoso o episódio relativo à eleição da administração da Metro do Porto, pedindo a demissão do ministro da Economia, "porque o país não pode mais com a sua incompetência".