| foto Global Imagens/Arquivo |
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Das 850 empresas da AEP aderentes ao programa 'Compro o que é nosso', 25 "responderam afirmativamente [e] já estão a disponibilizar produtos", explicou, esta quinta-feira, Paulo Nunes Almeida, vice-presidente da associação que, no final de junho, assinou com a Santa Casa um protocolo de apoio aos sem-abrigo da cidade do Porto.
Para o responsável, é neste "período muito difícil" que as empresas "têm a obrigação" de "manifestar a sua responsabilidade social", considerando que com a dinâmica criada ao abrigo deste protocolo, mais empresas da AEP irão "responder afirmativamente" ao repto.
O protocolo explicita que as duas entidades pretendem desenvolver uma campanha de responsabilidade social, para o que a AEP se compromete a "angariar produtos alimentares, vestuário e calçado" junto das suas empresas e a Santa Casa presta o apoio logístico, cedendo o espaço designado 'Casa da Rua' para a preparação dos 100 "kits"/complementos alimentares.
Atualmente, decorrem naquele espaço três projetos: sopa da noite, cantinas sociais e agora esta "parceria com a AEP para dar uma outra resposta ao mesmo tipo de problemas", referiu o provedor da Santa Casa do Porto, António Tavares, segundo o qual existem atualmente dois mil sem-abrigo no Porto.
O espaço será agora usado pelos voluntários do Grupo de Amigos dos Amigos da Rua que, naquele local, irão todas as quintas-feiras preparar os cabazes de alimentos compostos por água, sumo, um doce e um salgado, bolachas, pão, fruta, sopa e café.