Segurança Social atuará "com firmeza" no dinheiro entregue à Cerâmica Valadares

21/08/2012
O diretor do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, Manuel Sampaio Pimentel, garantiu, esta terça-feira, que atuará "com firmeza perante qualquer irregularidade" na utilização de dinheiro entregue à administração da cerâmica de Valadares para pagar aos trabalhadores em lay-off.
 
Verónica Pinheiro / Global Imagens
Os trabalhadores reuniram-se, esta terça-feira, com o diretor do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, Manuel Sampaio Pimentel
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"Não me parece que um agente público (Segurança Social) possa ter uma atuação leve quando o dinheiro público, que é de todos, é aplicado para um determinado fim e esse não se vem a concretizar", afirmou Manuel Sampaio Pimentel. Para além disto, o diretor regional afirmou que a utilização indevida de dinheiro destinado a pagar aos funcionários em lay-off poderá ser considerada "um crime público", sujeito a "penas severas".

Desde a semana passada que os trabalhadores da cerêmica não trabalham e impedem a entrada e saída da fábrica de pessoas e viaturas uma vez que salário de julho já foi entregue pela Segurança Social à administração da empresa mas o dinheiro ainda não chegou às mãos dos trabalhadores.

O diretor distrital da Segurança Social afirmou, numa reunião com trabalhadores da Cerâmica de Valadares e um elemento do sindicato dos Trabalhadores de Cerâmica do Norte, que "a empresa recebeu um cheque (da Segurança Social), em meados de junho, de cerca de 206 mil euros relativos a sete dias de lay-off em maio e aos meses de junho e julho".

Para além disto, Manuel Sampaio Pimentel garantiu que a Segurança Social está preparada "para processar o pagamento de agosto no valor de cerca de 80 mil euros no dia 23", acreditando que, "cumprindo a lei, esta verba terá que ser transferida pela administração da empresa para os trabalhadores em lay-off na próxima semana".

Na reunião, Manuel Sampaio Pimentel também adiantou que está à espera de receber da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) o relatório final sobre possíveis irregularidades por parte da administração da empresa e anunciou ainda que levará à tutela uma proposta de alteração da lei para que, em caso de lay-off, o devedor (Segurança Social) possa pagar diretamente ao credor (trabalhador).

Esta forma de pagamento foi defendida na reunião pelos trabalhadores, e o diretor distrital considerou não existirem razões para que tal não possa acontecer, uma vez que a Segurança Social é "uma entidade absolutamente identificada, assim como os trabalhadores".

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