A perto de seis meses do encerramento a que foram votados vários dos serviços de atendimento permanente (SAP, vulgo urgência) que funcionavam em centros de saúde do distrito de Viana do Castelo, os serviços sanitários da vizinha região espanhola garantem que tal "não contribuiu" para aumentar o número de portugueses (residentes no país) que recorrem às valências do país vizinho.
De acordo com fonte oficial do Serviço Galego de Saúde, não serão mais de dois os utentes lusos a recorrer, em média, por dia, aos centros de saúde galegos, com relevo para o de Tui, junto a Valença, cifra que é tida pela Junta da Galiza como "em tudo semelhante" à verificada antes do encerramento a que foram votados os SAP de Arcos de Valdevez, Melgaço, Paredes de Coura e Valença, em finais de Março passado.
"Enquanto serviço de Urgência e como o próprio nome o indica, atende e trata de todas as pessoas que ali recorram. Caso sejam portadoras do Cartão Europeu de Seguro de Saúde, essa despesa será cobrada aos serviços do país de residência do utente. No caso, de Portugal. Caso não façam prova do cartão, o tratamento será cobrado ao próprio utente", observou, a propósito, a mesma fonte.
Segundo utentes ouvidos pelo JN, para o recurso aos cuidados de saúde da vizinha região contribui sobremaneira tanto o fecho a que foram votados os SAP como a inexistência de taxa cobrada pelo atendimento (taxa moderadora). A esses argumentos junte-se, segundo muitos, "a forma como somos atendidos em Espanha", consideram inúmeros utentes, afiançando que os serviços sanitários do país vizinho "dão mais atenção que os nossos próprios".
Autarquia preocupada