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Agir sobre drogas: "Era erva, era o que calhasse"

Agir sobre drogas: "Era erva, era o que calhasse"

O cantor Agir foi o entrevistado desta semana do programa da SIC "Alta Definição". O músico de 28 anos, filho de Paulo de Carvalho e Helena Isabel, falou sobre a família e as drogas.

Bernardo Costa, ou simplesmente Agir, conversou este sábado com Daniel Oliveira e abordou, entre outros temas, o seu passado com as drogas. "Estava num mundo à parte, aquele era o meu estado normal. Não via nada de tão errado nisso. Deixava-me num estado de 'está tudo bem'", explicou Agir, referindo-se às drogas como "parvoíces". Algo evasivo nas respostas, o artista diz que teve fases em que consumia apenas drogas leves e outras em que também experimentou outras substâncias: "Era erva, era o que calhasse."

Agir contou como começou essa parte da adolescência: "Bebi uma cerveja e não gostei. Experimentei um cigarro e não gostei. Experimentei outras coisas e comecei a gostar. Dos 12 aos 20 'queimei-me'. Desde que acordava até que me ia deitar tudo era uma névoa." "Estava a meter veneno enquanto o corpo se estava a desenvolver. Chegou a um ponto em que não disfarçava nem dava para disfarçar. [As drogas] dão falta de paciência para tudo, só queremos é estar do outro lado", admitiu.

Oito anos depois de ter deixado de consumir, Bernardo fala sobre o "susto" que apanhou como momento de viragem: "Aos 20 anos larguei de um dia para o outro, apanhei um susto de saúde, um ataque de ansiedade que depois passou para ataque de pânico."

Sobre a relação com a família, Agir confessou que mãe, a atriz Helena Isabel sofreu bastante durante o período conturbado do cantor: " A minha mãe foi a pessoa que sofreu mais. Houve afastamento natural. Mereci par de estalos muitas vezes e até chegaram a faltar." Já sobre o pai, o cantor Paulo de Carvalho, o artista revelou que foi depois de deixar as drogas que começou a dar-lhe mais valor: "desde os 20 anos para a frente que estou a aprender a conhecê-lo e a estimá-lo."

Agir, que tem "todo o orgulho nos pais" mas que quis fazer as coisas por ele próprio, pois "o caminho pode ser mais demorado mas quando acontece dá o dobro do gozo", deu a ideia de explorar outros territórios. "As coisas de que gosto ainda não são muito apreciadas cá, como a música eletrónica. Gosto da cultura pop americana", respondeu o cantor a Daniel Oliveira, deixando a hipótese de fazer música noutros países em aberto.

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