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Toureou com a filha de cinco meses ao colo

Toureou com a filha de cinco meses ao colo

O toureiro espanhol foi ouvido pela Comissão de Proteção de Menores, esta quinta-feira, por ter toureado com a filha, de cinco meses, ao colo. O caso foi arquivado.

"A minha filha nunca correu perigo", disse Francisco Rivera aos jornalistas, depois de ser ouvido pela Comissão de Proteção de Menores. O toureiro disse ainda que quem assim o pensou era "transtornado" ou "chalado", segundo o jornal espanhol El Mundo.

A polémica fez correr tinta na imprensa internacional: Rivera partilhara uma imagem no Instagram onde aparecia a tourear um novilho. Mas não estava sozinho: ao colo do pai estava a pequena Carmen, de apenas cinco meses, e "muito próximo da ferida coberta de sangue do animal", como sublinhou um dos jornais que deu destaque à fotografia. O toureiro foi chamado de "irresponsável" e "imbecil" nas redes sociais.

Logo no dia em que o toureiro - filho do célebre Paquirri - partilhou a fotografia, a imagem foi alvo de duras críticas e a Comissão de Proteção de Menores prometeu investigar o caso.

Rivera acabaria por dizer que o que fez foi apenas cumprir "uma tradição familiar": o seu avô teria feito o mesmo com o seu pai e este com ele. Chegara agora a vez de o fazer com a filha mis nova, Carmen.

Outros "matadores" saíram em defesa de Rivera e partilharam imagens em que estão acompanhados por filhos e sobrinhos e em que também estavam a tourear. Francisco confessou que se sentiu "emocionado" com as manifestações de apoio dos colegas de profissão.

Rivera disse ainda que as críticas que recebeu desde que partilhou a imagem foram "um ataque sério à arte de tourear" e acrescentou estar "orgulhosíssimo" do que fez e da sua história.

O toureiro disse estar "totalmente capacitado", depois de 25 anos de carreira, "para saber como, onde e com que bezerra" pode tourear tendo a filha nos braços.

Classificou também a polémica como uma "vergonha" e questionou se a Proteção de Menores "não teria coisas mais importantes com que ocupar-se". Deu exemplos, como a falta de escolaridade dos menores nos centros infantis de cuidados paliativos.

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