Política

Manifestação na Madeira pede demissão de Cavaco e Governo

Manifestação na Madeira pede demissão de Cavaco e Governo

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se, este sábdo, em frente ao Palácio de São Lourenço, no Funchal, a residência oficial do Representante da República exigindo a demissão do Governo e do Presidente da República.

Esta concentração no Funchal acontece em associação à iniciativa promovida este sábado pela CGTP, à tarde, em frente ao Palácio de Belém, para exigir ao Presidente da República a demissão imediata do Governo, porque já não tem credibilidade política para continuar à frente dos destinos do país", declarou o coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), Álvaro Silva.

O sindicalista defendeu que Cavaco Silva tem neste cenário de crise política um "papel fundamental".

Segundo o dirigente da USAM, o Presidente da República deve "demitir no imediato este Governo, que já não tem legitimidade, nem credibilidade para continuar a governar".

Sustentou que "quando tomou posse, O PR jurou defender a Constituição", argumentando que o "cenário da passada semana, com demissões e não demissões, volta atrás se tiver mais ministros do partido, demonstra que eles estão-se a marimbar para o povo e país e estão a governar para o seu umbigo".

Álvaro Silva defendeu ainda que "a demissão deste Governo é obrigatória, mas o Senhor Presidente da República, depois de demitir este governo, fazia um grande ao país se ele próprio pedisse a sua demissão porque é ele que está a fazer a função como mais um membro do Governo e não como Presidente de todos os portugueses".

O responsável da USAM salientou que "durante os últimos dois anos este Governo impôs medidas de austeridade e um pacote de agressão ao povo e aos trabalhadores, levou à destruição de milhares e milhares de postos de trabalho e encerramento de muitas empresas".

"Agora, de um momento para o outro o ex-ministro das Finanças reconheceu que as suas medidas tinham falhado e nem sequer eram as mais corretas", frisou Álvaro Silva, apontando que o movimento sindical tem alertado para esta situação.

Segundo a PSP, na concentração estiveram cerca de uma centena de pessoas, "tudo decorreu de forma pacífica e sem incidentes" e já abandonaram o local.

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