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Mário Soares: Acordo com FMI é "bastante melhor" que o grego e irlandês

Mário Soares: Acordo com FMI é "bastante melhor" que o grego e irlandês

O antigo presidente da República, Mário Soares, afirmou, este sábado, que nunca considerou o FMI um "monstro", e reiterou que o acordo alcançado por Portugal é "melhor do que se esperava" e "bastante melhor" do que o grego e irlandês.

"Tive ocasião de duas vezes receber FMI, em circunstâncias muito diferentes, em 1978 e 1983, e nunca achei que o FMI fosse um monstro. Para mim, os grandes monstros são os mercados, que não têm regras, e não propriamente uma organização como o FMI", afirmou Mário Soares aos jornalistas.

Numa sessão de autógrafos da republicação do livro "Diálogo de Gerações", escrito com Sérgio Sousa Pinto, o antigo presidente e antigo primeiro-ministro insistiu que o acordo "é melhor do que se esperava", evitando qualificá-lo de bom.

"Este acordo, como todos os acordos que vêm daquela zona, mas toda a gente pensava que seria muito pior e, relativamente ao que se passou com a Grécia e a Irlanda, é bastante melhor", disse.

Mário Soares sublinhou que "o FMI melhorou", sobretudo sob a direcção do socialista francês Strauss-Khan, e que, relativamente a Portugal, fez "declarações muito positivas, dizendo que era possível resolver os problemas da finanças, mas que, mais do que isso, era preciso conseguir diminuir o desemprego, arranjar mais emprego, investir no sentido de haver desenvolvimento da produção portuguesa, da riqueza portuguesa".

Também Sérgio Sousa Pinto defendeu "que não vale a pena uma leitura 'tremendista' da situação do país" e "é preciso ver as coisas por um ângulo construtivo e positivo" e, nesse sentido, argumentou, "o FMI traz grandes oportunidades".

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