Política

Mensagem do primeiro-ministro foi "patética"

Mensagem do primeiro-ministro foi "patética"

O PCP considerou esta terça-feira "patética" a mensagem de Natal do primeiro-ministro, considerando que Passos Coelho tentou "enganar" os portugueses sobre os resultados da sua política e aquilo que podem esperar do futuro.

"Aquilo que hoje ouvimos é uma declaração patética em que, no essencial, se pode perceber que o primeiro-ministro procurou enganar, mentir aos portugueses sobre aquilo que tem sido o resultado da sua política e, sobretudo, das perspetivas de futuro", disse à Lusa o dirigente comunista Jorge Cordeiro, que sublinhou que "talvez a única afirmação verdadeira" de Passos Coelho, hoje, tenha sido a "de que 2013 será um ano de grandes sacrifícios".

Para o PCP, "de facto 2013 será de grandes sacrifícios, como 2012 já o foi e como 2014 será ainda mais, se não for interrompida esta política".

O próximo ano será "sobretudo um ano sacríficos, de austeridade, de mais dificuldades, de mais empobrecimento, de mais desemprego e mais falências, sem que daí resulte nada para o país que não seja o prosseguimento neste rumo de afundamento e de declínio económico e social", disse Jorge Cordeiro, que faz parte do Comité Central comunista.

"E creio que se pode dizer, com algum rigor, que, sendo uma declaração de alguém que tem consciência de que já é passado mas que, simultaneamente, se encontra obstinado em levar até ao fim a sua obra de destruição do pais, e sobretudo de favorecimento dos grandes interesses do capital da banca e dos chamados mercados financeiros, tem necessariamente que ver na resposta dos trabalhadores e do povo, a atitude, a única atitude capaz de lhe corresponder", acrescentou, apelando à luta contra a política em curso, e pela derrota do Governo.

O primeiro-ministro afirmou hoje que são grandes os "desafios" e "tarefas" de 2013 e que, embora a crise não esteja vencida, estão lançadas "as bases de um futuro próspero", e cumprida a "esmagadora maioria" do programa da 'troika'.

"No momento em que se aproxima o final de um ano de grandes sacrifícios para os portugueses, sabemos que ainda não pusemos esta grave crise para trás das costas. Mas também sabemos que já começámos a lançar as bases de um futuro próspero. Ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir", afirmou Pedro Passos Coelho, na mensagem de Natal aos portugueses, hoje emitida pela RTP1.

"Em 2013, continuaremos a preparar o nosso futuro. São grandes os desafios e as tarefas que nos aguardam, sobretudo num momento em que, na Europa e em várias regiões do mundo, subsistem inúmeras incertezas", prosseguiu o chefe do Governo.

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