Política

Miguel Relvas pede demissão e diz que "só a História julgará a ação dos agentes políticos"

Miguel Relvas pede demissão e diz que "só a História julgará a ação dos agentes políticos"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aceitou, esta quinta-feira, o pedido de demissão apresentado pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou fonte do gabinete do chefe do Governo. "Saio por vontade própria. E saio, apenas e só, por entender que já não tenho condições anímicas para continuar", disse Relvas.

Numa declaração dirigida ao país, Miguel Relvas afirmou que a decisão da sua demissão foi "tomada há semanas em conjunto o o primeiro-ministro" por motivos que envolvem a sua vida pessoal e a sua família, explicou.

"Inicio uma nova etapa fora da atividade governativa", mas continuando a acreditar no projeto de Passos Coelho, frisou o ministro demissionário.

Respondendo aos seus críticos e aos polémicos processos em que se encontra envolvido, Miguel Relvas declarou que "só a história julgará com a objetividade e distância temporal indispensável a história de cada um de nós enquanto agente político".

Sem responder a quaisquer perguntas dos jornalistas, o ex-ministro aproveitou para traçar um balanço "positivo" do seu percurso no Governo, salientando a reforma da administração local, o processo de restruturação da RTP e o programa "Impulso Jovem".

"O Gabinete do primeiro-ministro informa que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou ao primeiro-ministro o seu pedido de demissão, que foi aceite. Em face desta situação, o primeiro-ministro proporá oportunamente ao presidente da República a exoneração do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e a nomeação do seu substituto", lê-se numa nota emitida ao início da tarde desta quinta-feira à Comunicação Social.

Passos Coelho enaltece "lealdade" de Relvas

Na mesma nota, "o primeiro-ministro enaltece a lealdade e a dedicação ao serviço público com que o ministro Miguel Relvas desempenhou as suas funções, bem como o seu valioso contributo para o cumprimento do Programa do Governo numa fase particularmente exigente para o país e para todos os portugueses".

Miguel Relvas, que é considerado o "braço-direito" político do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Relvas foi o "número dois" de Passos Coelho nas suas candidaturas à liderança do PSD, a última das quais vitoriosa, assumindo em seguida o cargo de secretário-geral e porta-voz da direção social-democrata.

Na sequência das legislativas de 5 de junho de 2011, Passos Coelho escolheu Miguel Relvas para ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, responsável pela coordenação política do executivo, pela tutela da comunicação social e pela reforma da Administração Local.

A passagem de Miguel Relvas pelo XIX foi marcada por diversas polémicas, relacionadas com a sua licenciatura, com as suas relações com o antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, e alegadas pressões a jornalistas.

O resultado do processo da licenciatura, levado a cabo pela Inspeção-Geral de Educação e da Ciência, será apresentado em breve pelo ministro da Educação, Nuno Crato.

O início da investigação sobre a licenciatura de Miguel Relvas começou em julho do ano passado. Recorde-se que o ministro tirou o curso de Ciência Política na Universidade Lusófona em apenas um ano, porque, alegadamente, recebeu equivalências a 32 das 36 cadeira graças à sua experiência profissional.

*com Lusa

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