Política

Passos vê no financiamento um prenúncio de que venceremos a crise

Passos vê no financiamento um prenúncio de que venceremos a crise

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sustentou, esta sexta-feira, que tem havido melhorias contínuas das condições de financiamento à economia portuguesa e apontou-as como um prenúncio de que Portugal conseguirá vencer a atual crise.

Na abertura do debate quinzenal no parlamento, para o qual o Governo escolheu como tema "questões políticas, económicas e sociais", Passos Coelho considerou "cada vez mais consistente a capacidade líquida face ao exterior que a economia portuguesa registou em 2012 e que mantém ao longo dos vários meses de 2013".

Por outro lado, o chefe do executivo PSD/CDS-PP referiu que o "volume de crédito disponibilizado às famílias e às empresas tem vindo a crescer", segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta semana, e assinalou as linhas de investimento dirigidas às pequenas e médias empresas.

"Se é indispensável manter o rumo para ganhar confiança na economia portuguesa, é também necessário que os portugueses se possam aperceber destas melhorias contínuas que estamos a registar ao nível do financiamento, que são o prenúncio de que conseguiremos vencer esta crise", afirmou.

Antes, Passos Coelho apontou medidas como o IVA de Caixa ou os benefícios fiscais ao investimento, que no seu entender ajudarão "a uma melhoria das condições de financiamento", e congratulou-se com a perspetiva de um entendimento para a disponibilização dos empréstimos do Banco Europeu de Investimento (BEI) às empresas portuguesas.

"Como sabem, o Governo português propôs que garantias do Tesouro pudessem ser praticadas para que este financiamento pudesse ser utilizado pelas pequenas e médias empresas. Até hoje não tem sido possível com a Direção Geral de Concorrência desbloquear esta situação. Não posso deixar de anotar com satisfação as declarações do Presidente da Comissão Europeia proferidas ontem [quinta-feira], em Bruxelas, que deixam antever uma expectativa positiva para desbloquear esta situação", disse.

No que respeita à evolução da balança externa, o chefe do executivo alegou que isso se deve "à forma como o Governo se tem mostrado intransigente quanto ao processo de ajustamento estrutural" e "à forma como empresas têm ganho quotas de mercado e se têm direcionado para o exterior".

"Julgamos que a meta de vir a representar até fim desta legislatura 50% do Produto Interno Bruto (PIB) voltado para as exportações é uma meta que está ao nosso alcance", acrescentou.

No início da sua intervenção, o primeiro-ministro declarou que "é indispensável que se criem condições mínimas de financiamento à economia, sem o que recuperação económica e a criação de emprego não podem ter lugar".

Passos Coelho não deixou, contudo, de mencionar que existem aspetos "que estão para além da decisão nacional", relativos à "fragmentação dos mercados financeiros, em particular nos países periféricos na União Europeia e na zona euro".

Esses aspetos, prosseguiu, "dependem de ações concertadas, conjuntas entre as instituições europeias, com destaque para a intervenção que Banco Central Europeu possa realizar, na medida em que denota a falta de unidade da própria política monetária".

Relacionadas

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado