Política

Sondagem: Portugueses pessimistas venha quem vier governar

Sondagem: Portugueses pessimistas venha quem vier governar

Estamos mal e vamos continuar mal, com este Governo ou com outro. Esta é a conclusão de uma sondagem feita para o JN, que dá conta de um trambolhão do PSD (menos 7% do que no barómetro de Setembro de 2011) nas intenções de voto.

O curioso é que a queda dos sociais-democratas não alavanca o PS - também associado à troika -, antes compensa os partidos à Esquerda dos socialistas: CDU e BE. A explicação prende-se seguramente com o protagonismo de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã no combate ao desemprego e às políticas de austeridade.

Já o CDS-PP, que integra a coligação governativa saída das legislativas de há um ano, mantém o mesmo resultado de Setembro e aparece como o partido menos votado de entre os que têm assento na Assembleia da República. Um dado preocupante para Paulo Portas se a tradição não provasse que os centristas valem mais nas urnas do que nas sondagens.

Esta lógica de penalização do PSD corresponde à avaliação que os portugueses fazem do Governo.

Uma maioria significativa (67%) atribui-lhe nota negativa e, o que é mais alarmante para Pedro Passos Coelho, desce significativamente a percentagem dos que acreditam que a atuação do Executivo possa ser mais positiva num futuro próximo. O grosso dos inquiridos considera mesmo que daqui a um ano o cenário, embora melhore um pouco, continuará a ser mau. Sobretudo no que toca ao emprego.

Um sinal de que os portugueses desejam uma mudança de Governo? A verdade é que não. Mais de metade dos portugueses (58%) defende que nenhum partido da Oposição faria melhor do que o atual Governo.

FICHA TÉCNICA

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 26, 27 e 28 de Maio de 2012. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente dezanove freguesias do

país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% do resultados nacionais

dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1366 inquéritos válidos, sendo que 58% dos inquiridos eram do sexo feminino, 33% da região Norte, 21% do Centro, 33% de Lisboa e Vale do Tejo, 6% do Alentejo e 6% do Algarve. Todos os resultados

obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 49,1%*. A margem de erro máximo

associado a uma amostra aleatória de 1366 inquiridos é de 2,7%, com um nível de confiança de 95%.

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