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Meu querido mês de Agosto

Por ADRIANA FREIRE, ANA PAGO, CARLA AMARO, CATARINA PIRES, CÉLIA ROSA, FERNANDO MELO, PAULO FARINHA, RICARDO J. RODRIGUES E SUSANA RIBEIRO
Meu querido mês de Agosto

Cinema ao ar livre, passeios pela natureza ou na cidade deserta, alugar uma carrinha, dançar à beira-rio até nascer o dia, subir montanhas, aprender a surfar, fazer um piquenique... De norte a sul do país, sem esquecer as ilhas, aqui ficam 31 ideias - uma por dia - para viver ao máximo o nosso mês preferido.

1

Vai uma pão de forma?

Quando decidiu comprar uma velha quinta perto de Tavira, há nove anos, Loyd sentiu ter encontrado a sua missão no mundo. O inglês era designer gráfico em Londres quando se mudou para o Algarve com a companheira Claire, perseguindo o sonho de recuperar carrinhas «pão de forma». A família tinha uma relíquia daquelas e em miúdo ele tinha feito muitas e boas viagens aos solavancos lentos pela Europa. Quando finalmente se lançou a alugar as Volkswagen Kombi num sítio ensolarado como Portugal, montando há três anos a empresa Siesta Campers, sentiu-se em paz com as memórias de infância. Ele e os veraneantes que procuram abrandar o ritmo na carrinha com mais estilo de sempre, que começou a ser comercializada pela marca alemã na década de 1970. «Muita gente associa estas carrinhas aos hippies, ao ideal de dormir em qualquer lugar a ver as estrelas, e vêm à procura dessa aventura com cheiro a passado», explica o responsável pela empresa familiar, 39 anos e pai de duas meninas, adiantando serem sobretudo turistas estrangeiros e surfistas a correr a costa algarvia nas lendárias Volkswagen Kombi. Até ao momento, Loyd recuperou seis carrinhas desconchavadas e temperamentais, algumas com mais de quarenta anos, com peças importadas sobretudo do Brasil (onde continuam a fabricar-se estes modelos). Os clássicos apenas podem circular no Algarve, para garantir assistência rápida aos clientes em caso de avaria. Os preços oscilam entre 400 e 750 euros por sete noites, consoante a época do ano, e o objetivo futuro é adquirir carrinhas mais recentes, que se aguentem em voltas exaustivas por Portugal inteiro. «Ainda que a maioria das pessoas que nos procuram prefiram percursos curtos para surfar.»

António Ferreira, proprietário da Aldeia da Pedralva e de Kombi, confirma este imaginário de liberdade associado às carrinhas. «Recebemos muitas famílias que vêm reviver o passado e a alugam para um dia de praia na Costa Vicentina», conta o empreendedor, sublinhando o facto de a própria Aldeia da Pedralva ter sido recuperada a partir de um conceito de regresso ao antigamente: «A zona está muito ligada ao surf: antes era hippie, agora é hippie chic. Há jogos de tabuleiro, as crianças brincam na rua e só existe rede de telemóvel no centro da aldeia.» Consciente de que faria a diferença ter uma Volkswagen para alugar aos clientes, comprou uma recuperada de oito lugares, disponibiliza-a por 75 euros um dia inteiro e delicia os utilizadores que a procuram todo o ano, quase como se fosse um brinquedo.

Também no site volkstore.com.pt há carrinhas para alugar, seja para umas férias bem passadas na estrada ou para eventos de publicidade. A empresa foi fundada no início de 2005 com o intuito de vender peças e acessórios para veículos antigos. Mas a procura foi tal - sobretudo por jovens dos 18 aos 30 anos, mas também por clientes mais velhos - que puseram duas a uso, têm outras duas a recuperar e fazem parcerias sempre que um pedido específico justifique. «Os percursos preferidos são pela costa portuguesa», reitera Paulo Valente, um dos responsáveis. «E todas as pessoas regressam agradadas e com imensas histórias para contar», diz. É um conto de fadas sem fim à vista. A.P.

Siesta Campers (www.siestacampers.com): 400 a 750 euros por sete noites.

Aldeia da Pedralva (www.aldeiadapedralva.com): 75 euros por dia.

Volkstore (www.volkstore.com.pt): a partir de 123 euros por dia

2

Foi daqui que pediram um cocktail?

Surpreenda-se. Ou ao seu namorado. Ou aos seus amigos. Ofereça um cocktail em casa, no carro, no jardim, na praia, onde quiser. A Cocktail Team serve as bebidas mais provocantes, saborosas e tentadoras da estação onde o leitor quiser. Basta ligar e escolher entre as variadas receitas da mixologia a que mais lhe apetecer. Hugo Silva, fundador e CEO da empresa, é autor de centenas bebidas originais - e preparou duas para os leitores da Notícias Magazine. C.R.

Bianca

_1 morango

_1 cl de xarope bubble gum Monin

_1 cl de natas

_1 pedra de gelo

_chantilly (decoração)

_açúcar colorido (decoração)

Coloque todos os ingredientes num liquidificador com a pedra de gelo e triture até ficar homogéneo. Verta para um copo de shot, preencha com chantilly e decore com açúcar colorido.

Infusion

_1/2 maracujá

_1/4 de lima

_1 c. chá de açúcar

_5 cl de vodka Stolichnaya

_gelo picado q.b.

Coloque a polpa de maracujá, a lima cortada em pedaços pequenos e o açúcar num copo old fashioned. Macere tudo com um muddler (espécie de pilão de barman). Encha o copo com gelo e adicione a vodka Stolichnaya, Mexa com uma colher de bar. Decore com a lima espremida e o maracujá.

Cocktail Team: 912569400 / 214374235

3

À descoberta do fado de Lisboa

Viver ou trabalhar em Lisboa não significa conhecê-la. É preciso tempo. A pressa, os horários e o trânsito não permitem admirar esta maravilha de cidade, uma das mais bonitas do mundo. A melhor forma de a descobrir é a pé e em agosto, quando há poucos carros e pouca gente. E há vários passeios temáticos que pode fazer - do vinho à gastronomia, da música à arqueologia. A dificuldade é escolher. Se gosta de fado, por exemplo, por que não conhecer os cantos a Alfama e Mouraria, onde o fado nasceu e ainda tem lugar cativo? A empresa de animação turística Lisboa Autêntica coloca à disposição um guia e uma fadista para lhe fazer companhia durante todo o passeio. No fim, numa das casas de fado vadio mais castiças, terá um caldo verde quentinho com chouriço assado. C.A.

Lisboa Autêntica: 917666254. Passeios a 4, 17 e 31 de agosto, com partida da Capela da Senhora da Saúde, no Martim Moniz, das 19h00 às 02h30. Preço: 25 euros por pessoa.

4

Surf a remos

Paddle surf ou stand up paddle (SUP) é uma novidade no mundo do surf e tem ganho fãs em todo o mundo graças à sua versatilidade e simplicidade. A ideia genial inspirou-se nos primórdios havaianos do surf. Uma prancha e uma ou duas pagaias (remos) são o passaporte para uma experiência de enorme comunhão com o mar, permitindo tanto apanhar as melhores ondas como simplesmente navegar na calmaria. Em Portugal ainda não está tão em alta como o surf, mas já começou a fazer-se ao mar. Há uma escola de paddle surf, na Parede, Cascais (www.gusupaddlesurf.com ou www.paddlesurfportugal.com), onde pode iniciar-se, em grupo ou individualmente, mas muitas outras escolas de surf do país ensinam também esta nova modalidade, nomeadamente a Surfing Life Club (www.surfinglifeclube.com), em Matosinhos, a Boarder Club Portugal, na Costa de Caparica (www.boarderclubportugal.com) ou a Riactiva, em Aveiro (www.riactiva.com ). A partir de cerca de quarenta euros pode ter aulas particulares. C.P.

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De barco pelo Douro

Sabia que há empresas que organizam programas à sua medida e mediante os seus gostos, para passeios de barco no Douro? E há preços para tudo: para quem aluga exclusivamente o barco ou para quem não se importa de dividir com outros turistas. Os responsáveis da Pipadouro dizem que a empresa é uma espécie de «alfaiate à antiga»: com conhecimento da região e dos produtores vinhateiros, consegue adaptar um programa às preferências do cliente. Além da viagem entre o Pinhão e o Tua (duas horas e oferta de copo de vinho por 35 euros por pessoa), há muitas outras sugestões e com várias quintas do Douro para visitar - todas com provas de vinhos incluídas. Se quiser reunir um grupo de amigos e alugar exclusivamente o barco - para 12 pessoas no máximo - pode fazê-lo, a partir de mil euros, para um dia no rio com visita e almoço numa quinta à escolha ou simplesmente para um almoço gourmet, regado com os melhores vinhos do Alto Douro Vinhateiro. Os passeios pelo Porto também são possíveis. S.R.

www.pipadouro.pt

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Cinema ao ar livre

O sonho original da Guimarães Capital da Cultura era construir um drive-in para que os espetadores pudessem ver filmes com a janela do carro aberta e ouvir a banda sonora com interferências no autorrádio. Mas a ideia não foi para a frente e, em alternativa, os responsáveis fazem questão de oferecer cinema na cidade, numa praça ou num parque, onde o barulho do vento e os sons da rua se misturam com o beijo final no grande ecrã. O ciclo de filmes «Cinema à Solta» põe a fita a rodar até 31 de agosto, ao ar livre, em vários locais de Guimarães, que promete ser, por estes dias, uma cidade-cinema com filmes à solta.

O espírito é partilhado pela Inatel e pela Câmara Municipal do Porto. De 20 de agosto a 4 de setembro, às sextas e sábados, às 22h00, a iniciativa conjunta «Cinema Fora do Sítio» permite entrada livre para ver, entre outros, a Origem, na Rua Cândido dos Reis, a 28 de agosto.

Em Abrantes, também há «Cinema ao Ar Livre», organizado pela Associação Palha de Abrantes, apoiada pelo Inatel, todas as quintas-feiras, de 2 a 30 de agosto, abrindo com o documentário Cartas de Angola, de Dulce Fernandes, e fechando com a comédia Tu Que Vives, de Roy Andersson.

Em Amarante, o «Cinema ao Luar» exibirá, a 6, 7 e 8 de agosto, A Invenção de Hugo, Aquele Querido Mês de Agosto e Fausto (filme-concerto). C.P.

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Faça-se ao mar

Um jantar ao sabor das ondas, num dia quente de agosto. Ou navegar até à Madeira, com uma dúzia de amigos. O Wally One é um veleiro de 26 metros (83 pés) e está disponível para programas que podem durar entre quatro horas e nove dias. Tem capacidade para 14 pessoas, serve refeições a bordo e é uma alegria para os olhos. A embarcação está ancorada em Oeiras e alia o luxo a um desempenho de excelência. Tem quartos com casa de banho privativa, salas forradas a madeira com almofadas confortáveis e uma vista para o Atlântico que não tem (não pode ter) preço. Os programas, esses, estão tabelados. É possível que 12 pessoas embarquem no Wally One a partir de mil euros. Todos os programas têm alimentação incluída, exceto o pacote de quatro horas. As bebidas obedecem a uma tabela de preços. R.J.R.

www.wally-one.com.

8

Dar trabalho, receber cama e mesa

A ideia nasceu há cerca de quarenta anos e assenta num conceito simples: os donos das quintas recebem voluntários para trabalhar nas hortas e oferecem-lhes cama, mesa e formação sobre agricultura biológica, uma forma de produção que precisa de muita mão-de-obra. Em Portugal há dezenas de granjas e herdades na rede Woofing, uma plataforma que envolve centenas de quintas biológicas espalhadas por vários países (wwoof.pt). Qualquer pessoa (mais ou menos jovem, famílias com e sem crianças) pode ser voluntária, desde que adira à rede. Miguel Barros é um dos inscritos na Woofing. Há dois anos que desenvolve um projeto de agricultura biológica familiar na sua quinta nos arredores de Sintra - Hortas Cortesia / hortasdacortesia.com - onde troca alojamento e comida por cinco horas de trabalho diário. «Não é gratuito mas é compensador. Conhecemos pessoas de Portugal e de todo o mundo, ensinamos mas também aprendemos muito. Já recebemos mais de cinquenta voluntários, dois ou três de cada vez, e continuamos com as portas abertas a quem quiser ajudar-nos.» C.R.

9

Carnaval em Agosto

Esqueça tudo o que ouviu dizer sobre festivais de verão. Na Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores, Agosto é mês de... Carnaval. A edição deste ano do Festas na Praia é dedicado aos carnavais e, para isso, haverá cortejos e concursos de máscaras, além de uma mostra de danças carnavalescas. «É a festa da alegria e da liberdade», diz um responsável da comissão organizadora, «e isso pode acontecer sempre que uma pessoa quiser». O Carnaval fora de tempo da ilha Terceira decorre de 3 a 11 de agosto. Haverá vários eventos públicos e uma série de concertos, com destaque para os October Flight, no dia 4, os Hands on Approach a 5, os Puddle of Mud a 7, os Santos e Pecadores no dia 8, Shaggy no dia 10 e Craig Smart a 11. Noite dentro, os DJ tomam a praia e oferecem batida até ao amanhecer. Os bilhetes custam 15 euros por dia ou 35 pelo pack semanal. Mas o Entrudo fora de época acontece nas ruas da cidade - e por isso tem entrada livre. R.J.R.

www.festasdapraia.com.

10

De que cor é o Sol?

O Sol é a estrela mais próxima e sem ela não haveria vida na Terra. Os 150 milhões de quilómetros são a distância certa para nos aquecer q.b. - mais perto, teríamos um forno, mais longe, um congelador. Em todo o caso, o a luz do Sol pode ferir a vista se o olharmos diretamente, sem proteção. O risco pode ser contornado através de filtros e telescópios e é possível observá-lo com segurança e descobri-lo tal como é. Afinal, de que cor é o Sol? Será mesmo amarelo? Por que assume uma cor alaranjada ao fim da tarde? E a sua superfície? Será lisa como parece? Saberá todas as respostas num dos Programas de Verão Ciência Viva, do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. À sua disposição e da família, ao ar livre, estarão dois telescópios e um astrónomo para lhe explicará tudo. Fique já a saber que poderá ver toda a agitação em torno da estrela, desde pequenas explosões a manchas, bem como pormenores da superfície solar, como pequenas rugosidades semelhantes a água a ferver numa panela. C.A.

12 de Agosto, das 16h00 às 18h00, no Passeio das Tágides, junto à Doca dos Olivais, no Parque das Nações (Lisboa). É gratuito e não exige inscrição prévia. É só aparecer.

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Dedique-se à pesca

Dizem os entendidos que, praticado segundo as regras, é o mais relaxante dos desportos. Aqui ficam algumas dicas de Sérgio Trabuca, campeão nacional de pesca de água doce em 2011. R.J.R.

_Nunca esquela a rede cararoeira para recolher o pescado. Isto assegura que o peixe não se escapa durante a retirada do anzol.

_Além do anzol, deverá ter na ponta da linha uma boia, umas borrachas de batebte (os batentes), os chumbos e, claro, o isco. Pode utilizar sementes, pão e insetos. Se preferir pescar em mar use iscos brancos para águas escuras e iscos vermelhos para águas claras.

_O tamanho importa: vai precisar de um carreto forte se for pescar um peixe mais pesado. Mais: ao cabo de uns dias de pesca, o carreto sofre um desgaste grande, pelo que é conveniente limpá-lo e secá-lo após o uso. Mas não o desmonte.

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Os segredos do chá

Alguns historiadores defendem que a civilização começou quando o homem deixou de beber apenas água. Há uma lenda que garante que o chá, uma das mais antigas bebidas conhecidas, começou a fazer parte dos costumes dos chineses há cerca de cinco mil anos, quando o imperador Chem-Yung obrigava os seus súbditos a beberem água fervida. Um dia aconteceu um incidente: durante a fervura, caíram na água algumas folhas de um arbusto, dando-lhe um sabor agradável. O imperador bebeu, gostou, e o resto imagina-se. Uma coisa é certa: o chá é das bebidas mais apreciadas no mundo. E tudo o que há para saber sobre ele pode ser visto no Museu do Oriente, em Lisboa, na exposição O Chá: De Oriente para Ocidente, patente ao público até 13 de janeiro. Além dos utensílios associados ao seu consumo, entre os quais peças de porcelana fina e de prata, mobiliário e pinturas, a exposição dá-nos a conhecer as voltas que o chá deu, da China aos quatro cantos do mundo, e relembra o papel de Portugal na sua divulgação pela Europa - até à chegada aos Açores. C.A.

Todos os dias (exceto segunda-feira) das 10h00 às 18h00. Preço: 5 euros (gratuito às sextas, das 18h00 às 22h00, e para crianças até aos 5 anos).

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Petiscos antigos, sabores novos

É na simplicidade que está a maior dificuldade. Não havendo coisa mais simples do que um petisco, só os grandes talentos conseguem inovar. Pedimos a seis chefs para nos fazerem propostas novas de petiscos antigos. Os resultados surpreendem no sabor, no aspeto e no prazer da mesa. F.M.

Conquilhas à Bulhão Pato, por José Pinheiro

Este grande inovador algarvio quis apostar na simplicidade, remetendo a preparação Bulhão Pato para os bivalves do seu mar, as conquilhas.

Sardinha escalfada, por José Pinheiro

Em tosta de pão da vila, com shot de gaspacho algarvio. Mantendo produtos da tradição da região, o chef propõe um jogo de texturas interessante.

Restaurante Eira do Mel, Vila do Bispo (R. Ribeira do Poço, 11; Tel.: 282 639 016)

Focinho de porco grelhado com molho de coentros, por José Júlio Vintém

Homenagem de um alentejano ao seu Alentejo, indefetível na técnica e no sabor. Bravo!

Restaurante Tombalobos, Portalegre (Av. Movimento das Forças Armadas; Tel.: 245 331 214)

Atum da Tasca, por Vítor Sobral

Este chef tem dedicado muito do seu talento ao petisco e gosta de trabalhar o atum, como se vê nesta proposta irresistível.

Tasca da Esquina, Lisboa (R. Domingos Sequeira, 41; Tel.: 210 993 939)

Línguas de bacalhau alimadas, por Nuno Santos

A proposta deste enfant térrible da nossa cozinha é alusiva à preparação de carapaus com o mesmo nome e resulta tão bem ou melhor.

Restaurante Puttanesca, Leiria (Rua da Escola, 463; Tel.: 244 856 180)

Petinga com crocante, por Pedro Amaral Nunes

Trabalho de preparação e despinhagem de grande nível técnico, para marinada e temperos que parecem ter nascido no céu.

Restaurante São Gião, Moreira de Cónegos (Av. Comendador Joaquim de Almeida Freitas; Tel.: 253 561 853)

Terrina de leitão, por Pedro Lemos

Feita a partir do leitão desossado, esta terrina leva pele por cima, vai a tostar e vai cortadinha para a mesa. Está lá o sabor todo. Brilhante.

Restaurante Pedro Lemos, Porto (R. Padre Luís Cabral, 974, Foz do Douro; Tel.: 220 115 986)

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Jardins minhotos

Entre todas as razões para visitar o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima há uma que sobressai: é um evento único em Portugal e está numa das mais belas vilas do país. Mas não pense que vai encontrar jardins com canteiros de flores, lagos e bancos de madeira. Estes jardins são efémeros e totalmente diferentes: são instalações artísticas e não é difícil de perceber que são autênticas obras de arte, em que a criatividade ganha asas. Das dezenas de candidaturas apenas 11 foram escolhidas para estar no recinto do festival, que conta já com oito edições, marcadas pela criatividade e a originalidade, e mostrando projetos com cariz ecológico e de preservação do património ambiental. Este ano o tema é «Jardins p"ra Comer», com jardins-horta, canteiros aromáticos, rodas dos alimentos e labirintos, entre outros espaços. E antes de sair não se esqueça de votar. No final, o jardim o mais votado tem presença assegurada na edição de 2013. O festival vai ficar até outubro. S.R.

Das 10h00 às 20h00, segunda-feira das 13h30 às 20h00.

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Doce mês de Agosto

De bolos de aniversário e temáticos a cup cakes, cake pops e outros doces que tais, com design e decorações fantásticas, há bolos que até custa cortar e dá pena comer, de tão bonitos que são. Uma manhã ou tarde bem saborosa, para um doce mês de Agosto, poderá passar por se iniciar nas artes do cake design ou, em português, decoração de bolos. Além de aprender as técnicas e truques para surpreender os seus amigos ou filhos na próxima festa, no fim do worshop levará para casa a sua primeira obra prima. Mesmo que não fique logo uma perfeição, saborosa há-de ser com certeza. Os preços, para iniciados, rondam os 65 euros por pessoa, e em Agosto há workshops disponíveis em Lisboa e no Porto. C.P.

Isto Faz-se (Porto, Lisboa, Massamá e Portimão): http://www.istofaz-se.pt de Bolos ( Centro Comercial Arco Íris, Lisboa): www.casadebolos.blogspot.pt 4, 11 e 25 de Agosto; Pecado dos Anjos (Centro Comercial Londres, Matosinhos): www.pecadodosanjos.pt

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Vamos ao mercado?

Mercado 31 Janeiro, Lisboa

Açucena Veloso é provavelmente a melhor peixeira do país e quem sabe o que é bom produto conhece-a bem, nunca dispensando os seus conselhos e descobertas. Está por detrás de muitos dos nossos chefs de primeira linha. Atum dos Açores, peixes grandes como meros ou garoupas e espécies delicadas como pregado, pescada e robalos de mar, de tudo ali se encontra. Na cascaria é imbatível.

Mercado dos Lavradores, Funchal

Instalado num belo edifício, com muitas histórias para contar, este mercado vale bem a visita. Encontra-se aqui de tudo, e quase se pode ir apenas pelo cheiro para dar com o produto mais fresco. Lapas, peixe-espada (branco e preto) e uma seleção inefável de leguminosas da ilha. Inesquecível.

Setúbal

É um mercado com peixe e marisco extraordinários, do melhor que o mar tem para dar. É pena ter-se de certa forma perdido o hábito de ir ao mercado. Aqui, pelas 08h30, é um festival de mar e coisas boas. salmonete, pescada, robalo, chocos, pata-roxa, congro, ostras, a lista é interminável. Apetece comprar tudo!

Quarteira

Mercado muito bonito, é também um clássico algarvio, dos muitos que a região tem. Marisco, todo o tipo de peixe, tudo fresquíssimo, é bom para visitar bem cedo e voltar para casa, acender as brasas e pelo meio-dia começar a processar o que se comprou e encantar a família com os melhores grelhados do mundo.

Aveiro

Esta terra tem magia e receitas que em mais lado nenhum se encontram. As caldeiradas começam a fazer-se aqui mesmo, enquanto se está nas compras. Raia, enguias, bivalves de todos os tipos, não há como resistir. Imperdível.

Nazaré

Piscatória por natureza, esta praia encerra uma das mais prodigiosas lutas com o mar, trabalho de amor e entrega de muitas gerações. O mercado da Nazaré é, nesse sentido, uma espécie de ourivesaria do Atlântico. Robalos, percebes, camarão, amêijoas, e tudo o resto é ouro, do mais puro. F.M.

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Noites em beleza

O calor no ar pede pés saltitantes e corpos a balançar aos ritmos quentes da música africana. Ao fim de cinco anos em regime itinerante pela capital - desde que encerraram a casa no velhinho Palácio Almada Carvalhais, no Conde de Redondo, onde funcionava desde 1995 -, o B.Leza voltou a incendiar os ânimos em março passado, no Armazém B do Cais da Ribeira, no Cais do Sodré. «No dia 5 de agosto passam três anos que faleceu o cantor cabo-verdiano Biús, voz residente do B.Leza durante muito tempo, e no dia 2 far-lhe-emos um concerto de homenagem com a participação de vários músicos», diz Madalena Saudade e Silva, uma das duas irmãs à frente da casa desde o início (Sofia é a outra). No dia 7, a noite de São Tomé fica a cargo de Tonecas Prazeres, o trovador da ilha do Príncipe, e no dia 30 a noite da Guiné é feita por Heitor Sampaio, músico, compositor e produtor de Bissau. «Às sextas e aos sábados teremos sempre a música ao vivo de Calú Moreira, o vocalista cabo-verdiano que encabeça a banda da casa», revela a responsável. A.P.

Cais da Ribeira Nova, Armazém B, Lisboa. Das 22h30 às 04h00. Durante o mês de agosto, a discoteca abre apenas às quintas, sextas e sábados.

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Em harmonia com o universo à beira-rio

Logo pela manhã ou ao fim da tarde, num jardim indiferente ao bulício da cidade, sabe bem deixar-se invadir pela quietude que vence o movimento, a suavidade que vence a dureza e a lentidão que vence a rapidez. E é isso que se consegue com a prática do tai chi chuan, uma arte marcial chinesa, que proporciona a meditação e o relaxamento e tem benefícios não só para a saúde do corpo como para o equilíbrio da mente. Há 13 anos que, junto à Torre de Belém, todos os domingos de manhã, entre as 10h00 e as 12h00, quem quiser pode juntar-se a uma sessão livre de tai chi chuan. Já no Porto, este ano, durante o mês de agosto, a câmara municipal, através da Porto Lazer e com o apoio da Associação Tai Chi Center, irá promover aulas gratuitas desta arte marcial para toda a população: aos sábados, às 11h00, nos jardins do Palácio de Cristal (junto à Concha Acústica) e aos domingos, às 10h00, no Parque da Cidade (junto ao Edifício Transparente). C.P.

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No extremo da Madeira

Para quem gosta de andar a pé e não dispensa, nem nas férias, uma longa caminhada, não haverá nada mais revigorante do que o ar fresco das levadas da Madeira. Mas há outras paisagens igualmente bonitas e mais desafogadas. Sugerimos a da Ponta de São Lourenço, com passeio de oito quilómetros de três horas e meia, com partida e chegada à baía d'Abra. Para lá, os olhos alcançam o mar e os ilhéus desertos, no regresso veem a cordilheira central a norte e a sul (o único senão é o vento, pelo que convém levar um corta-vento ou um impermeável). Os amantes da observação de aves consideram este trilho um verdadeiro santuário, pois aqui encontram espécies como o pintassilgo, o canário-da-terra, o francelho, a cagarra ou o garajau-comum. Com sorte, podem também observar o lobo-marinho - muito raro na Europa, já esteve em vias de extinção e ainda na lista das espécies em risco, mas desde que o Parque Natural da Madeira encetou medidas para a sua proteção, começou a recuperar e hoje já são mais de trinta indivíduos ao largo da costa. Oportunidade ainda para admirar a perpétua-de-são-lourenço, uma planta peculiar, endémica desta zona da ilha. C.A.

Madeira Adventure Kingdon: 968101870 / madeira-adventure-kingdom.com. Passeios às quartas-feiras. Os 36 euros de inscrição incluem guia de montanha, seguro e transporte.

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Piquenique chique no pinhal

Um piquenique sem uma toalha de pano para estender no chão, uma almofada, um livro, uma manta e uma boa sesta não é digno desse nome. Mas o que distingue um piquenique gourmet dos outros? O cesto próprio pode ser substituído por outro qualquer mas um saco térmico ou geleira são insubstituíveis. Só assim consegue manter o champanhe Ruinart ou o Principal Rosé Tête bem frescos - tal como a fruta, devidamente acondicionada. Custe o que custar a carregar, os copos devem ser de vidro e os pratos de louça - o plástico é prático, mas pouco elegante. Os talheres é que pode dispensar - use o canivete suíço, que serve para tudo. Os guardanapos de pano podem ser um preciosismo, mas já que é gourmet... Para acompanhar os enchidos ibéricos, o queijo e o pão de fabrico artesanal, pode levar um termo com uma sopa fria. Uma salada de rúcula também é uma boa ideia. Para a sobremesa, fruta da época e, para adoçar a boca, macarons ou bolachas de cerveja. A.F.

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A massagem da água

Numa piscina com água a 35 graus pode experimentar um relaxamento profundo através de uma nova técnica de hidroterapia: o watsu ou water-shiatsu. Utilizando a leveza do corpo na água para libertar a coluna vertebral, mobilizam-se articulações e fazem-se alongamentos musculares suaves de modo alternativo aos utilizados em terreno firme. Estes movimentos rítmicos, similares a uma dança, são combinados com pressões em pontos de acupunctura oriental e massagem zen-shiatsu e executados em harmonia com a respiração com o intuito de despertar uma regeneração do corpo e mente. Em Portugal ainda há poucos terapeutas acreditados, mas o portuense Rui Granja é um deles e garante que as Termas do Estoril (www.termasdoestoril.pt / 214658610), a Clínica LouroMédica (918109314), em Lourosa, as Termas da Felgueira (www.termasdafelgueira.pt); o Spatitude (www.spatitude.com), em Lisboa, e a Piscina dos Bombeiros Voluntários de Colares (219281347) são escolhas seguras. C.P.

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Sol, praia e música no Algarve

Se estiver pelo Sul no próximo dia 2 de agosto, pode assistir ao concerto de Ute Lemper no Teatro das Figuras, em Faro, acompanhada pela Orquestra do Algarve, com direção do maestro Cesário Costa. A cantora alemã vai interpretar temas de Edith Piaf, Jacques Brel, George Gershwin e Van Morrisson, entre outros. O espetáculo começa às 22h00 e a entrada é gratuita (sujeita à lotação da sala). O concerto faz parte do Festival Caixa Geral de Depósitos, que termina no dia 11, no Auditório Municipal de Portimão, com um espetáculo dedicado aos melhores musicais de todos os tempos - como Cats, Mary Poppins, Mamma Mia! ou Jesus Cristo SuperStar. Se preferir outras sonoridades, pode ver e ouvir Tony Carreira no dia 19, no Parque de Feiras e Exposições de Portimão. O bilhete custa 7 euros. S.R.

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É frut'ó chocolate?

Prazer sem engordar

Segundo a nutricionista Olívia Pinho, docente na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, o gelado é um alimento com valor nutritivo, fonte de cálcio, vitaminas e antioxidantes, facilmente digerível, que fornece nutrientes em proporções relativamente equilibradas. «Vários tabus associam os gelados a alimentos pouco saudáveis. Mas os prazeres do paladar devem ser cultivados, e sobretudo educados, de modo a terem o seu lugar numa alimentação saudável, cujo segredo consiste em provar de tudo e não comer abundantemente de nada.» Além disso, há alimentos com melhor fama que são mais calóricos do que os gelados, como o pastel de nata (298 kcal/100 g) ou o arroz-doce (231 kcal/100 g). É tudo uma questão de escolher o gelado e a dose adequados ao perfil nutricional.

De comer e chorar por mais

A Santini (Rua do Carmo, 9) apoia-se num saber de mais de sessenta anos e em três casas abertas em Cascais, São João do Estoril e Lisboa. Tem quase sessenta sabores, entre os quais morango, nata e baunilha - os mais pedidos - e exóticos como o de gorgonzola com nozes. A Fragoleto (Rua da Prata, 74), a Conchanata (Avenida da Igreja, 567) e A Veneziana (Praça dos Restauradores, 8) são outros nomes fortes a reter em Lisboa. No Porto, a geladaria Porto Doce (Av. Montevideu, 26) delicia quem passeia na marginal com os seus cones de bolacha e gelado artesanal, além de criar sabores únicos a pedido dos chefs de restaurantes. Também a Sincelo (Rua de Ceuta, 54), famosa pelas taças de inspiração italiana, e a Neveiros (Rua Morgado Mateus, 9), primeira geladaria portuense, refrescam os fãs no Porto. A.P.

Sabia que...?

... um estudo da Unilever Ice Cream focado nos consumidores europeus, levado a cabo no Instituto de Psiquiatria de Londres, encontrou a prova científica que faltava aos apreciadores: os gelados fazem as pessoas felizes.

... as mais antigas referências aos gelados remontam ao imperador romano Nero, que mandava trazer neve e gelo das montanhas e o misturava com fruta, e ao imperador chinês Tang, que combinava leite e água do rio.

... no século xiii, o explorador veneziano Marco Polo encantou-se com o gelado e levou a receita para a Europa. A nobreza adotou-o como um luxo.

... nos séculos xvii e xviii, os europeus começaram a experimentar sabores, mesmo sem grandes métodos de refrigeração. Queijo ralado, côdeas de pão e espargos eram alimentos que gelavam e serviam com glamour.

... o rei Carlos I de Inglaterra pagava uma pensão vitalícia ao seu geladeiro exclusivo, na condição de não revelar a ninguém a receita dos seus gelados em forma de ovo, com casca de baunilha e gema de framboesa.

... nos EUA, o gelado alcançou o estatuto de alimento nacional graças ao presidente George Washington, que servia gelado nos jantares presidenciais. Também Thomas Jefferson se tornou apreciador, depois de os ter provado em França, onde foi secretário de Estado.

... O gelado de cone foi inventado em 1904, na Exposição Mundial de Saint Louis, EUA, quando a namorada de um vendedor de gelados enrolou o seu numa bolacha para o impedir de pingar.

... O gelado chegou a Portugal na dinastia filipina. As bebidas nevadas faziam furor, apesar de ser difícil e caro trazer neve da serra da Estrela.

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Passeios com lobos

Há séculos que o Gerês tem fama de esconderijo da fera. Os locais chamam-lhe «bitcho bravo», os demais chamam-lhe lobo. Dificilmente existe em Portugal criatura capaz de arrepiar tantos pelos. O lobo é ladrão de rebanhos, protagonista dos pesadelos dos pastores. Faz-se-lhe caça há séculos, sobretudo no Norte do país, onde a sua presença se mantém intacta. Há cerca de trezentos lobos em Portugal e uma boa parte deles vive na Peneda-Gerês. A empresa Ecotura (ecotura.com) propõe-se seguir o rasto ao lobo, a pé ou a cavalo. Observar as marcas da sua presença, ouvir as tradições que se criaram em seu redor, escutar-lhe o uivo noturno. Perceber um animal em perigo é perceber a perseguição de que sempre foi alvo. Por isso há também visitas aos fojos do lobo, monumentos neolíticos de pedra que serviam para os homens de uma aldeia inteira caçarem o Canis lupus signatus. Há programas de um dia ou uma semana, para miúdos e graúdos, durante todo o verão. R.J.R.

Ecotura: .com / 967442217. Passeios a partir de 25 euros (até 620 euros, com alojamento incluído).

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A montanha mais alta

Não é difícil, nem será certamente o maior desafio que alguma vez vai enfrentar na vida. Mas é uma experiência para nunca mais esquecer. Para subir à montanha mais alta de Portugal, na ilha do Pico, Açores, não precisa de um curso de alpinismo nem de equipamento de escalada. Basta levar roupa leve e prática - atenção ao calçado adaptado a estas andanças, com boa proteção para o tornozelo -, um agasalho, protetor solar, um chapéu e uns dois litros de água. Para os mais afoitos, recomenda-se a pernoita no cume, com direito a dois momentos mágicos: o pôr do Sol sobre o Atlântico, ao fim da tarde, e o nascer do astro na manhã seguinte, com a sombra da montanha projetada sobre a ilha do Faial, a escassos oito quilómetros. A subida começa às 16h00 e demora cerca de quatro horas. O trilho está bem marcado e a dificuldade média da caminhada permite pausas sucessivas para descansar e admirar a paisagem envolvente de rocha vulcânica e mar. É na cratera do grande vulcão que se montam as tendas para umas horas de sono antes de atacar os setenta metros finais do piquinho, vestígio de uma outra erupção mais recente, que fixou em 2351 metros o ponto mais alto do território nacional. As fumarolas que continuam a deixar sair o fumo que vem do centro da Terra e o forte cheiro a enxofre não deixam dúvidas sobre a origem destas ilhas. A descida começa depois do pequeno-almoço e deve ser feita com cautela, para não escorregar. Ao fim da primeira queda ligeira e das respetivas gargalhadas, é fácil apanhar o jeito. P.F.

Há várias empresas e guias especializados a organizar subidas ao Pico. Também o pode fazer sem guia, mas é mais prático e cómodo recorrer a um especialista. Apenas 160 caminhantes podem estar na montanha de cada vez. A Cume 2351 (www.facebook.com/cume2351 / 914570009) organiza saídas a partir de 40 euros por pessoa.

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Guimarães pelo ar

Se o facto de Guimarães ser, este ano, Capital Europeia da Cultura não for motivo suficiente para uma visita à cidade-berço, existem outras razões para o fazer. Pode programar um passeio para redescobrir o renovado centro histórico cheio de novidades, as novas salas de espetáculos (com eventos gratuitos todos os dias) ou uma passagem pelo Castelo de Guimarães. Mas também pode dar um passeio pelo... ar. O teleférico de Guimarães é sempre uma boa sugestão, assegurando o transporte entre a cidade e a montanha da Penha, ao longo de 1700 metros e a uma altitude de 400 metros, com vistas imperdíveis sobre a região. Lá no cimo está o lugar de culto muito visitado: o Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha. No topo pode ir conhecer os restaurantes, as rotas pedestres, os circuitos de ciclo-cross e ainda o campo de minigolfe. Durante este ano, e a propósito da Capital Europeia da Cultura, é promovido o Teleférico Dinâmico, que mostra projetos artísticos nos espaços do Teleférico da Penha. S.R.

Todos os dias, das 10h00 às 20h00. Preços (ida e volta): adultos - 4,30 euros; crianças - 2,12 euros.

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Um mergulho em Leça

Há muito tempo que a Piscina das Marés, em Leça da Palmeira, deixou de ser uma simples piscina pública. Cravada nas rochas da própria praia, com água do mar, foi construída na primeira metade da década de 1960, projetada por Álvaro Siza Vieira. Foi classificada Património Nacional em 2006, por se considerar que funde na perfeição a obra do homem com a própria natureza. Neste verão, além das piscinas para miúdos e para graúdos, há uma novidade: o Bar Lounge, com snacks e refeições ligeiras. E mesmo que não vá para a piscina pode entrar para o bar - o acesso é gratuito - e ficar por lá a apanhar sol acompanhado de uma bebida fresca. Tem mesas e cadeiras na esplanada e ainda pode estender-se numa das camas de praia a apreciar o pôr do Sol. S.R.

Das 09h00 às 19h00 - o bar mantém as portas abertas até às duas da manhã. Preços: 6 euros durante a semana, 7 euros ao fim-de-semana. Crianças até aos 14 anos pagam metade.

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Falar com a natureza em Sintra

A partir do segundo fim de semana de agosto, com a Parques de Sintra a preparar-se para lançar Percursos Multimédia pela vila e zona envolvente, os amantes da serra vão poder conhecer os segredos dos parques da Pena, Monserrate e Capuchos de uma forma nunca vista. Os itinerários da Talking Heritage foram definidos com base em habitats ou exemplares de flora selecionados, etiquetados com identificadores tecnológicos. Recorrendo ao uso de iPods e smartphones, e através de uma aplicação de software que estará disponível para descarregar na App Store, os visitantes podem assim aceder a informação escrita, fotografias e ficheiros áudio e vídeo referentes a cada ponto de interesse do percurso. O texto é ainda vocalizado, dando a ilusão de que a natureza fala com o público, ao mesmo tempo que estreita os laços entre as pessoas e os locais percorridos. A.P.

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Lua cheia em noite de verão

Há duas noites do mês de agosto que podem tornar-se memoráveis este ano: a de 2 e de 31. Se aceitar o desafio da Fundação Mata do Buçaco partirá à descoberta de um bosque encantado em noite de Lua cheia. A iniciativa «Buçaco ao Luar» promete revelar os segredos da mata nacional, onde, apenas iluminados pela luz da Lua, os participantes são guiados numa visita noturna, através da qual poderão conhecer as árvores monumentais daquela mata e alguns bichinhos que só aparecem quando o Sol se põe. O percurso começa às 21h30, junto ao Convento de Santa Cruz do Buçaco e passa por locais como a Floresta Relíquia, o Arboreto, o Vale dos Fetos, a Fonte Fria, os miradouros do Caifás e as Portas de Coimbra. C.P.

Fundação Mata do Buçaco: www.fmb.pt / 231937000 / atividades@fmb.pt. O passeio demora 2h30 e custa quatro euros.

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Com vista para o Porto

É do lado de Gaia que se têm as melhores vistas para o Porto. Por isso, na marginal onde estão as caves de vinho do porto, renasceu um edifício do século XIX que é agora o centro de visitas da Porto Cruz (Largo Miguel Bombarda, 23). Não bastassem os produtos da marca, as exposições e as provas, tem também o restaurante DeCastro, do chef Miguel Castro Silva. É no topo do edifício que encontramos o LoungeTerrace 360°, esplanada com vistas sobre o rio e para a zona histórica do Porto e onde podem beber-se uns cocktails únicos, preparados com néctares da Porto Cruz. São 11 propostas de cocktails à base de vinho do porto, entre eles o Melon Cruz, com melão, sumo de laranja, uvas e redução de vinho branco. O Cruz Tawny, com gelado de noz, raspas de amêndoas e nozes, ou o Ruby Chocolate, com Cruz Ruby, gelado de chocolate e raspas de chocolate preto, também reúnem muitas preferências. S.R.

Os cocktails custam 5 euros. O terraço abre todos os dias às 12h30 e fecha às 19h00 ao domingo e segunda-feira, às 00h00 (terça-feira a quinta-feira) ou às duas da manhã (sexta-feira e sábado).

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A nova Casa de Chá de Serralves

Agora há mais um motivo para ir até Serralves. A Casa de Chá está com novo ar, muitos chás de autor e novas sugestões. Uma delas é um chá único no mundo: o chá preto com passas de vinho do Porto. Para acompanhar com scones caseiros ou bolos apetecíveis. Se estiver demasiado calor para chás quentes, também tem chás frios, tisanas e outros sumos para provar. De terça a sexta há um chá do dia, com um menu do Chá das Cinco. As marcas portuguesas têm também o seu destaque e os gelados Neveiros estão bem representados. Servem refeições ligeiras e brunch ao fim de semana. O menu Cocktail in the Garden inclui uma bebida e uns snacks, depois das 17h00. S.R.

De terça-feira a sexta-feira, das 12h00 às 19h00. Ao fim de semana, das 10h00 às 20h00.

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