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Associação da GNR atribui ao Governo a responsabilidade dos incidentes na AR

Associação da GNR atribui ao Governo a responsabilidade dos incidentes na AR

A Associação dos Profissionais da Guarda defendeu, esta sexta-feira, que os acontecimentos de quinta-feira junto ao Parlamento, em que manifestantes das forças de segurança invadiram a escadaria, são da "exclusiva responsabilidade do Governo e do Ministério da Administração Interna".

Numa mensagem de saudação aos militares da GNR que na quinta-feira participaram na manifestação dos profissionais das forças e serviços de segurança, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) refere que a invasão da escadaria da Assembleia da República foi "um ato simbólico de grande significado".

"Os profissionais das forças e serviços de segurança souberam parar no momento certo, num ato de admirável profissionalismo e no estrito respeito pela legalidade democrática e pela Constituição da República Portuguesa. Isto é mais do que se pode dizer do Governo e do Presidente da República, que sistematicamente têm desrespeitado a Constituição do país e a democracia", adianta em comunicado a maior associação socioprofissional da GNR.

A APG sublinha que "o Governo tem que forçosamente tirar ilações", não aceitando os militares da GNR "trabalhar mais, com maior risco, com menos vencimento e em condições ainda mais miseráveis".

A Associação dos Profissionais da Guarda refere ainda que "a ação de protesto foi a primeira iniciativa de um processo de luta que crescerá e prevalecerá enquanto o Governo não recuar".

ASPIG demarca-se

Já a Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) congratulou-se com a participação, em "massa", das forças de segurança na manifestação de quinta-feira, mas demarcou-se "da atitude, ainda que simbólica, dos manifestantes que ultrapassaram o perímetro de segurança e, em consequência, invadiram a escadaria da Assembleia da Republica".

Para a ASPIG, o impacto de tal atitude na sociedade civil é "depreciativa da imagem das forças de segurança, que têm por missão assegurar a legalidade democrática, podendo, no futuro, incentivar a população civil ao não acatamento das ordens, legitimas, das autoridades".

Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

Na sequência destes acontecimentos, o diretor Nacional da PSP, superintendente Paulo Valente Gomes, colocou hoje o seu lugar à disposição, tendo a sua disponibilidade sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

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