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Defesa de Duarte Lima vai recorrer da prisão preventiva

Defesa de Duarte Lima vai recorrer da prisão preventiva

O advogado de Duarte Lima, Raul Soares da Veiga, informou, este sábado,que vai interpor recurso da prisão preventiva aplicada ao ex-deputado do PSD e da caução de meio milhão de euros pedida ao filho, Pedro Lima.

Segundo o advogado,a prisão preventiva de Duarte Lima foi decidida na sexta-feira à noite por perigo de fuga, baseado no pressuposto de que a venda da casa da Quinta do Lago e de quadros poderia dar meios para escapar.

"Não há nenhum indício de que o produto da venda fosse para retirar algum dinheiro para fugir para o estrangeiro", comentou Raul Soares da Veiga. "O que o dr. Duarte Lima diz é que o produto da venda seria para pagar ao BPN", acrescentou.

Uma vez entregue o recurso, o tribunal tem 30 dias para decidir, informou Raul Soares da Veiga, lembrando que "ainda não há acusação nenhuma".

Sobre a caução de meio milhão de euros exigida a Pedro Lima, Raul Soares da Veiga disse ser "impossível" que o suspeito tenha meios para pagar essa quantia. "Só posso ver essa decisão como uma caução indirecta a Duarte Lima, o que é ilegal", afirmou o advogado.

O Diário de Notícias publica em manchete, na edição deste sábado, que a Polícia Judiciária desconfia que Duarte Lima forjou documentos para serem encontrados na busca à sua residência e afastar suspeitas.

"O dr. Duarte Lima não sabia das buscas. Acho essa situação extraordinária", disse Raul Soares da Veiga.

O juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) determinou na sexta-feira, após interrogatório a Duarte Lima, que este ficasse em prisão preventiva.

Para Pedro Lima, filho de Duarte Lima, foram determinadas como medidas de coação o pagamento de uma caução de 500 mil euros, termo de identidade e residência, apresentações semanais às autoridades, proibição de contacto com Vítor Raposo, suspeito no processo, e proibição de se ausentar do país.

Duarte Lima foi detido na quinta-feira, estando em causa a suspeita da prática dos crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais num caso relacionada com a compra de terrenos em Oeiras com dinheiros do Banco Português de Negócios (BPN).

No âmbito de outro processo, Duarte Lima foi no mês passado acusado pelas autoridades brasileiras de ter matado Rosalina Ribeiro, companheira do milionário português Lúcio Tomé Feteira, já falecido.

Os advogados de Duarte Lima já explicaram que se trata de processos distintos.

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