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Dez feridos na maior manifestação de sempre de polícias

Dez feridos na maior manifestação de sempre de polícias

A manifestação das forças e serviços de segurança foi marcada por momentos de grande tensão junto à escadaria da Assembleia da República. Dez pessoas - seis polícias e quatro manifestantes - foram assistidos no local, sendo que dois tiveram que receber tratamento hospitalar.

Três meses depois, o cenário voltou a repetir-se. Um ambiente de enorme tensão marcou aquela que foi a maior manifestação de sempre de forças policiais em Portugal. Depois uma marcha desde o Marquês do Pombal até ao Parlamento, os ânimos aqueceram quando os manifestantes derrubaram as grades de proteção da escadaria da Assembleia da República, obrigando à intervenção imediata do Corpo de Intervenção da PSP.

Ao som do rebentamento de vários petardos, metade da escadaria chegou a ser tomada pelos manifestantes. Seguiram-os dois avisos, através de megafone, do Corpo de Intervenção, que deu cinco minutos para que os manifestantes deixassem a escadaria.

Na confusão, com grades de segurança a serem derrubadas e várias tentativas de furar o forte cordão de segurança feito por numerosos elementos do Corpo de Intervenção da PSP, pelo menos seis polícias ficaram feridos e dois manifestantes foram identificados.

Enquanto no interior do Parlamento, a presidente, Assunção Esteves, recebia os representantes sindicais, lá fora alguns manifestantes queimavam as faixas que levavam.

Ao passarem pelos colegas em serviço, uns aplaudiam, outros diziam "só queremos o que é nosso" e ainda "juntem-se a nós". Outros entoaram o hino nacional.

Pelas 21.40 horas, a manifestação terminaria oficialmente. "Esta organização dá por terminada a manifestação", disse um dos elementos dos sindicatos da polícia, declaração que foi seguida por fortes assobios por parte dos manifestantes.

Da reunião entre seis representantes sindicais e a presidente da Assembleia da República pouco se sabe. No final, Assunção Esteves disse aos jornalistas que não iria prestar declarações sobre o assunto.

A marcha realizou-se entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República e começou pelas 19.20 horas. Pelas 22.14 muitos manifestantes desmobilizaram, mas o cordão policial continuou a proteger as escadarias da Assembleia da República.

A manifestação foi promovida pela Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

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