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Jovens comunistas detidos a pintar mural foram libertados ao início da madrugada

Jovens comunistas detidos a pintar mural foram libertados ao início da madrugada

Foram libertados, cerca da uma hora desta madrugada de sábado, os 11 jovens comunistas detidos horas antes quando pintavam um mural alusivo aos dois anos de Governo. Dois são acusados de desobediência à autoridade e vão ser presentes a tribunal na terça-feira de manhã.

Fonte do comando da PSP do Porto confirmou ao JN que os 11 jovens foram libertados ao início da madrugada de sábado. Dois, acusados de "resistência e coação sobre agente da autoridade", foram notificados a comparecer em tribunal.

Segundo fonte do PCP, deverão apresentar-se na terça-feira de manhã em tribunal, convencidos de que não havia motivos para a detenção, que ocorreu na noite de sexta-feira, quando pintavam um mural na Escola do Infante D. Henrique, no Porto.

"Foi uma detenção ilegal, tendo em conta tratar-se de um direito constitucional", disse, em declarações à Lusa, Belmiro Magalhães, da Direção de Organização Regional do Porto do PCP.

O responsável pela estrutura distrital do PCP do Porto referiu ainda que quatro dos jovens foram algemados ainda junto ao muro da escola.

O PCP considera que "não se trata de vandalismo, é mensagem política" a pintura do mural. Os comunistas argumentam que "o muro é público, não é privado, e não se tratando de um monumento" era lícito usá-lo para "passar a mensagem", de que "é necessária a demissão deste Governo".

Em declarações à Lusa, fonte da PSP contra-argumentava, após a detenção. "Constitui crime pintar murais em edifícios públicos", disse a polícia, que vedou a entrada da esquadra de Cedofeita aos jornalistas, alegando que a mesma está sobrelotada.

A Lusa constatou, contudo, que a mesma tinha apenas uma dezena de pessoas no átrio.

Entretanto, às 22.40 horas, alguns jovens saíram da esquadra numa viatura policial, acompanhados de agentes, para, segundo foi explicado, fazer uma resenha do ocorrido.

Menos de duas horas depois, todos tinham já saído em liberdade.

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