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Matou primo com uma sachola por causa de um rego de água

Matou primo com uma sachola por causa de um rego de água

Um homem foi morto, ao início da noite de segunda-feira, na freguesia de Adaúfe, Braga, a golpe de sachola, na sequência de uma discussão por causa de águas de rega. "Abriu-o a meio", dizia, ainda em choque, Joaquim Soares , tio da vítima e do agressor, que assistiu ao homicídio.

"Estávamos os dois, desde as seis da tarde, aqui a tratar de um rego", recordou a testemunha. "Nós já lhe tínhamos dito para ir embora. Ele estava alterado. Abordou-nos várias vezes com insultos", referiu.

Na origem da discussão esteve a disputa de uma baixada de eletricidade que serve de alimentação a um motor de água", destinada `à rega de campos de cultivo. "O Joaquim virou-se para ele e disse que gatuno era ele. Foi aí que ele veio, pegou na sachola e desferiu o golpe", refere o tio de vítima e do agressor, primos.

Junto ao rego de água ficaram várias sacholas, que a GNR de Vila Verde, juntamente com os militares de Prado, apreenderam e que serão usadas na investigação.

Na Avenida Marginal do Cávado, onde ocorreu o homicídio, juntaram-se dezenas de pessoas, muitas que regressavam da Praia Fluvial de Adaúfe. "Este homem é um desgraçado. Depois de ter sobrevivido à morte da mulher, e a um cancro, morre assim", lamentava Joaquim Soares, enquanto olhava o corpo inanimado no chão.

Vários familiares da vítima juntaram-se no local, vedado pela GNR, entre os quais o Padre Zé, pároco da freguesia de Adaúfe e Navarra.

O alegado autor do golpe fatal foi transportado, sob escolta da GNR para o Hospital de Braga, uma vez que se encontrava ferido. O corpo de Joaquim Azevedo, de 58 anos, que deixa três filhos maiores de idade - duas raparigas e um rapaz emigrado - foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Braga para ser autopsiado.

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