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Mil pessoas no último adeus ao estudante "que deu a vida para salvar quatro colegas"

Mil pessoas no último adeus ao estudante "que deu a vida para salvar quatro colegas"

O funeral de Marlon Correia, o universitário abatido a tiro no Queimódromo do Porto, juntou cerca de um milhar de pessoas, esta terça-feira de manhã, na igreja de Arcozelo, em Gaia.

Em homenagem ao jovem, que estudava na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, os colegas formaram uma passadeira na escadaria da igreja com capas negras e rosas vermelhas, azuis e amarelas, simbolizando as cores da bandeira da Venezuela, país natal do estudante. O caixão foi carregado até à igreja por atletas do Sporting Clube de Arcozelo.

Durante a missa, o padre José Branco salientou que o jovem, de 24 anos, "deu a vida para salvar quatro colegas" e apelou à intervenção das autoridades policiais e judiciais "para que não continue a haver a morte de inocentes".

Já um representante da Universidade do Porto lamentou o "crime hediondo" num evento que se queria de festa, frisando que foi declarado dia de luto na academia.

Após a celebração, a saída da urna foi acompanhada de salvas de palmas, de centenas de pessoas emocionadas, entre colegas, familiares, conhecidos, amigos e até cidadãos que assistiram à cerimónia em solidariedade.

O corpo foi depois transportado para S. João da Madeira e cremado no cemitério local.

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