Crime violento

Prostituta com dinheiro e ouro asfixiada na cama

Prostituta com dinheiro e ouro asfixiada na cama

Uma mulher com 54 anos, prostituta, foi assassinada por asfixia, tendo sido encontrada amarrada na cama, que se encontrava parcialmente queimada. O crime ocorreu no apartamento da Avenida General Humberto Delgado, onde vivia e recebia os clientes, em Torres Vedras.

As causas do crime não são ainda conhecidas, mas o JN sabe que a vítima, Miriam Costa Nunes, portuguesa mas de origem brasileira, tinha em casa pelo menos 800 euros e várias peças em ouro."A Miriam investia em ouro para depois levar para o Brasil, quando voltasse", adiantou ao JN uma amiga, Naiara Cristina, uma comerciante brasileira estabelecida na zona de Torres. Era uma forma de investir e valorizar aquilo que ganhava, uma vez que o ouro português tem mais valor no Brasil. A última vez que falara com ela foi na "segunda-feira à tarde, mas notei-a triste, preocupada".O dinheiro era também ele para enviar para o Brasil, durante esta semana, e que fazia parte de remessas regulares que a vítima enviava para S. Paulo, onde tinha a família, incluindo duas filhas, já adultas. Miriam teria emprestado também dinheiro, a juros, a alguém em Torres Vedras e esse facto poderá não ser estranho ao homicídio, que está a ser investigado pela PJ de Lisboa.Há também referências a levantamentos da conta da vítima, que terão ocorrido na quarta-feira, já após o crime, mas este facto não foi confirmado junto de outras fontes. Sabe-se, no entanto, que na altura em que as autoridades entraram na casa a porta estava fechada à chave, mas a chave tinha desaparecido, o que significa que o assassino - ou assassinos - trancou a porta e levou consigo a chave.O crime terá ocorrido entre as 16h00 de terça-feira, altura em que uma vizinha a viu à janela e num café do bairro, e a manhã de quarta-feira, quando foi dado o alerta da descoberta do cadáver.Mas no prédio ninguém ouviu qualquer ruído que fizesse indiciar algum problema, no 1º b, habitado pela vítima. Maria Alice, que mora no 2 b, foi peremptória: "Esteve tudo sossegado".A actividade como prostituta de Miriam era conhecida em todo o prédio, mas também nas imediações. "Ela já estava há vários anos em Portugal. Primeiro começou a trabalhar em bares, mas só no serviço de mesa, e fazia também limpezas na casa de um casal em Torres Vedras", contou ao JN alguém que a conhecia bem.Só depois enveredou pelo caminho da prostituição, há cerca de ano e meio, passando a viver no apartamento da Avenida Humberto Delgado, onde também recebia os clientes. Os contactos com os clientes eram feitos na cidade, mas também através de anúncios em jornais, mantendo para isso dois telemóveis, um pessoal e outro para serviço.No entanto, a preocupação de Miriam era apenas enviar dinheiro para o Brasil, onde tinha um apartamento, em S. Bernardo do Campo, uma cidade nas imediações de S. Paulo, conhecida por ser onde Lula fez carreira sindical, e onde a vítima queria comprar outro apartamento. Aliás, a vítima estava a preparar-se para regressar ao Brasil.

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