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Suspeito de matar a família em Beja "enforcou-se com os lençóis na cela"

Suspeito de matar a família em Beja "enforcou-se com os lençóis na cela"

O homem suspeito de matar a mulher, a filha e a neta, em Beja, foi encontrado morto, esta manhã. Francisco Esperança foi encontrado enforcado na cela e o Ministério Público anunciou a abertura de um inquérito.

O homem suspeito de ter assassinado a mulher, a filha e a neta, em Beja, foi encontrado morto na cela onde estava detido no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Francisco Esperança "enforcou-se com os lençóis da sua cela entre as 22 horas [de quinta-feira] e a 1 hora da madrugada [de sexta-feira]", disse à agência Lusa fonte da PSP. O homem foi encontrado morto cerca das 2 da madrugada.

O Ministério Público vai abrir um inquérito para tentar apurar como morreu Francisco Esperança, anunciou a Procuradoria Geral da República.

O ex-bancário de Beja preso por ter assassinado à catanada a mulher, a neta e a filha e mantido os corpos em casa durante uma semana foi transferido esta quinta-feira para uma prisão de Lisboa por razões de segurança e de saúde. As autoridades temiam vinganças.

O homem, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três crimes de homicídio.

O alegado homicida foi detido na segunda-feira à noite na sua casa, em Beja, depois de se ter entregado à PSP por volta das 19.40 horas, sem oferecer resistência.

Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais foram realizados quarta-feira à tarde.

Fontes policiais avançaram que os crimes terão sido cometidos há cerca de uma semana e que o alegado autor do triplo homicídio também "matou todos os animais" domésticos que tinha em casa, nomeadamente um cão e um gato.

As fontes confirmaram à Lusa que as vítimas foram degoladas com "golpes profundos" na zona do pescoço, efectuados com uma catana, mas a cabeça não ficou separada do restante corpo.

Segundo as mesmas fontes, após ter cometido os crimes, o homem terá feito aparentemente "uma vida normal", uma vez que foi visto várias vezes nas ruas da cidade.

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