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Suspeito de matar ex-GNR fica em prisão preventiva

Suspeito de matar ex-GNR fica em prisão preventiva

João Cotovio, o homicida confesso de João Aperta, cabo da GNR na reserva, vai ficar em prisão preventiva, decretou, esta quinta-feira, o Tribunal de Serpa. É suspeito de ter assassinado a sangue frio, com um tiro na cabeça, o ex-militar, por motivos passionais.

O individuo de 34 anos, natural de Moncorvo e residente em Serpa, vai aguardar julgamento em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional Regional de Beja, onde esta quinta-feira deu entrada cerca das 17 horas, acusado dos crimes de homicídio qualificado e posse ilegal de arma.

João Cotovio, arrendatário do "Café Santa Bárbara", localizado no Largo da Cruz Nova, no centro de Serpa, foi detido na aldeia de Pias, a cerca de 15 quilómetros de Serpa, para onde fugiu e se refugiou em casa de um amigo, depois de ter alegadamente disparado sobre João Aperta, ex-GNR a trabalhar como mecânico de automóveis numa oficina a cerca de 15 metros do estabelecimento do alegado homicida.

O crime ocorreu na sequência de várias desavenças entre os dois homens, por motivos passionais. Cotovio vivia maritalmente com Maria do Carmo, 22 anos mais velha do que ele e que com explorava o estabelecimento. Mas Aperta manteria também uma relação com a mesma mulher.

No domingo, véspera do crime, de acordo com uma testemunha ouvida pelo JN, no interior do café, João Aperta e João Cotovio tiveram uma discussão, tendo o primeiro dito que "o regava com gasolina e lhe puxava fogo", a que o segundo respondeu de que "se não me regares hoje, mato-te primeiro". E foi o que veio acontecer na noite de segunda-feira.

Munido de uma carabina de calibre 22, Cotovio esperou escondido que Aperta deixasse o café na companhia da mulher e disparou contra o rival. Depois de vários disparos feitos pelos dois homens, o mecânico foi atingido numa perna ficando caído na rua, situação que o homicida confesso aproveitou para desferir, à queima-roupa, um tiro na cabeça do ex-GNR.

Depois de disparar sobre o opositor João Cotovio fugiu, acabando por ser localizado em Pias, a cerca de 15 quilómetros do local do crime. Militares do Destacamento de Intervenção da GNR cercaram o local e começaram as negociações para convencer o alegado homicida a entregar-se, o que ocorreu algumas horas depois, com João Cotovio a entregar-se à GNR sem oferecer resistência, tendo na sua posse a arma que utilizara no crime.

Depois de algemado foi transportado para o posto de Serpa e posteriormente deslocado para outra subunidade com melhores condições de segurança, onde depois foi inquirido pela Polícia Judiciária que passou a investigar o crime.

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