Ensino Básico

Projeto Casa será "revolução" para crianças institucionalizadas

Projeto Casa será "revolução" para crianças institucionalizadas

O secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, diz estar a preparar "uma revolução" no apoio ao estudo acompanhado das crianças institucionalizadas, nomeadamente através do acesso a meios multimédia.

"Relativamente às crianças sem família, colocadas em instituições à guarda do Estado, o Governo está a preparar uma revolução. Estamos a trabalhar, com o ministério da Educação, na preparação do Projeto Casa. As crianças em lares de infância e juventude e centros de acolhimento temporário vão ter acesso a meios multimédia e a mais 300 profissionais a acompanhar o seu estudo", revelou hoje, em Gaia, Marco António Costa.

Entre as "várias componentes" do Projeto Casa "está o apoio ao estudo acompanhado, através da disponibilização de meios educativos complementares para que crianças possam ter as mesmas condições para puderem ter sucesso", descreveu o secretário de Estado, alertando que entre estes jovens a taxa de insucesso escolar "é próxima dos 50%".

"Vamos disponibilizar meios informáticos e conteúdos multimédia. A Porto Editora disponibilizará gratuitamente esses conteúdos numa lógica de mecenato", afirmou, adiantando que o projeto será apresentado em setembro e terá "outras vertentes" de apoio ao estudo em meios carenciados.

Marco António Costa referiu ainda ter assinado "recentemente" um despacho de criação do programa Ser Mais, com vista a "criar um nível de estabilidade permanente no apoio psicossocial a jovens institucionalizados".

O secretário de Estado anunciou ainda a criação de "mais 23 turmas PIEF [Programa Integrado de Educação e Formação]" a nível nacional.

"A proposta apresentada ao Ministério da Educação, é criar condições para, este ano, termos mais 23 turmas PIEF, que garantem um acompanhamento diferente e inclusivo dos jovens no programa educativo, direcionando-os para uma lógica educativa diferenciada que combata o abandono escolar e desmobilização desses jovens na sua formação", descreveu.

Na assinatura de um protocolo para a entrega gratuita de manuais escolares a crianças do primeiro ciclo do ensino básico de Gaia, o presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, deixou um apelo sério ao Governo. "Que seja este Governo a acabar com o martírio dos jovens usados nas Atividades Extra-Curriculares [AEC]. Mais vale acabar com as AEC, se não se acabar com o trabalho escravo dos professores", frisou Menezes.

Questionado sobre se levará o recado para Lisboa, Marco António Costa referiu ter ficado "claro que o Governo tem, relativamente às condições de trabalho, uma lógica de querer mudar essa realidade".

"A postura do primeiro-ministro a propósito dos enfermeiros é suficientemente clarificadora", frisou, observando que toma nota de "tudo o que houve, em qualquer lugar", interagindo depois "com os colegas do Governo no sentido de resolver" os problemas.

Quanto a uma eventual candidatura à Câmara de Gaia, Marco António Costa respondeu sustentando que não o podem "impedir de dormir em Gaia", onde reside, ou de, "na qualidade de secretário de Estado", fazer o seu trabalho.

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