Salão erótico

Baixa de preços chega ao negócio do sexo

Baixa de preços chega ao negócio do sexo

Depois de um primeiro dia mais calmo, o sábado deu ao V Salão Erótico de Lisboa uma nova vida. O comércio dos artefactos sexuais - como a "Joaninha" - ganhou novo fulgor e houve até quem fizesse promoções superiores a 30%.

"Sim, baixámos os preços de todos os artigos." Quem o diz é António Baptista, proprietário da cadeia de lojas Contranatura, uma das marcas presentes no Salão Erótico e uma das mais conhecidas do mercado. O porquê da baixa de preços justifica-o com a "crise económica", que não poupa os negócios à volta do sexo, mas também com o facto de a cadeia festejar 15 anos.

O espaço da Contranatura estava, assim, cheio de interessados, e um dos artigos com mais procura era a "Joaninha", um artefacto destinado às mulheres, com vibrador, e que promete um prazer permanente, mesmo no local de trabalho. E tem dois acrescidos argumentos: a fixação é por um sistema tipo fio dental; e o accionamento é discreto, por cabo, através de um botão bem distante e que pode ser escondido numa mala, por exemplo. "Temos vendido bastante", comenta António Baptista. Custa cerca de 40 euros. E no espaço havia também lugar para os saldos propriamente ditos, com preços bastante reduzidos.

A inovação também entra no Salão Erótico e uma das mais curiosas é o aparecimento de um novo material que começa no fabrico dos vibradores - o designado silicone loveclone II -, "mais macio, menos rígido", aponta Bruno Barbosa, da Afrodite. "Começa a surgir em todos o vibradores", acrescenta.

Mas o que mais espanta é o chamado vibrador de cristal, "tem a vantagem de poder dar a sensação de quente ou frio". Como? "Pode ser colocado no frigorífico ou no microondas, por ser em cristal".

Mas tanta tecnologia nem por isso destrona as formas mais tradicionais, como a conhecida cerâmica das Caldas. "Não vendemos muito, mas dá para fazer passar o stresse", salienta José Carlos Mateus, que mais uma vez quis estar presente com um stand.

"Sabe, isto é um artigo mais virado para brincadeiras", diz, enquanto aponta para uma peça de cerâmica das Caldas, a base a terminar numa pequena torneira. "Mas continuamos aqui, dá para a pessoa se ir distraindo", salienta o comerciante.

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