Sociedade

Bispos dizem que substituição de padre de Canelas foi normal

Bispos dizem que substituição de padre de Canelas foi normal

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse, esta terça-feira, que o conselho permanente daquela entidade manifesta "toda a confiança" nas decisões do bispo do Porto sobre a situação na freguesia de Canelas, Vila Nova de Gaia.

Em declarações aos jornalistas, o padre Manuel Barbosa frisou que o conselho permanente da CEP, que reuniu em Fátima, manifestou "apoio, comunhão e profunda solidariedade" para com o bispo do Porto, na decisão, contestada pela população, de substituir o pároco de Canelas.

"[A Conferência Episcopal] está preocupada, naturalmente (?) mas a nota do conselho permanente é uma manifestação de toda a confiança, apoio e solidariedade para com o pastor da diocese e para com o bispo do Porto pelas decisões que tomou", afirmou Manuel Barbosa.

"E se as tomou foi para bem da comunidade e crescimento da comunidade, independentemente de tudo o que acontece à volta. O conselho permanente reitera essa confiança", frisou o porta-voz da CEP.

Manuel Barbosa disse ainda que as substituições de párocos "são normais" e que a decisão do bispo do Porto "foi para bem do próprio pároco que estava, para bem da comunidade e para bem do próprio povo, do crescimento da comunidade".

"Ao haver esta mudança foi para que haja paz, para que haja serenidade, para que haja um ambiente propício à construção da própria Igreja naquele local de Canelas, como noutro qualquer", sustentou Manuel Barbosa.

"É uma situação normal na Igreja. Não digo que se tornou anormal, mas ganhou estas incidências", referiu, numa alusão à contestação popular.

"No total representa um montante global em dívida à Segurança Social de 70 milhões de euros", disse o ministro, acrescentando que, dos crimes investigados, as tipologias mais comum são o abuso de confiança, seguido de burla tributária e fraude fiscal.

O ministro adiantou que, em média, desde 2008, a fiscalização no pagamento de prestações tem permitido ao Estado garantir uma poupança média de cerca de seis milhões de euros por ano.

Referiu ainda que o Instituto de Segurança Social detetou cerca de 70 milhões de euros que não entraram nos cofres do Estado, na sequência de mais de 3.600 fiscalizações feitas a entidades empregadoras nos primeiros nove meses deste ano.

Também presente na conferência, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, defendeu que "é preciso atuar com celeridade, capacitar as instituições de recursos e meios adequados para prevenir e combater os fenómenos da fraude e da corrupção no setor da saúde, crimes que anualmente lesam os cofres do Estado em dezenas de milhões de euros".

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