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Depois dos insetos, ONU recomenda alforrecas à refeição

Depois dos insetos, ONU recomenda alforrecas à refeição

Tal como fez ao propor a ingestão de insetos como possível solução para combater a fome, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura recomenda a inclusão de alforrecas nas ementas, uma forma de conter a proliferação da espécie no mar.

"Se não podes lutar contra elas... come-as", desafiam os especialistas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no relatório apresentado esta quinta-feira, em Roma, recordando que o consumo de alforrecas é já comum em alguns países como a China.

De acordo com a organização das Nações Unidas, as alforrecas estão a tornar-se uma ameaça para os peixes, uma vez que se alimentam dos seus ovos e larvas.

O aumento do número de alforrecas foi provocado pelo aumento da pesca dos seus predadores naturais e explica a diminuição das reservas de peixes no meio marinho, no Mediterrâneo e no Mar Negro.

"Um mar de medusas está a caminho de suplantar um mar de peixes", alertam os especialistas.

Além de servirem como alimento, os cientistas da FAO chama também à atenção para o facto de as alforrecas terem compostos químicos que podem conduzir ao desenvolvimento de novos medicamentos e outros produtos tecnológicos baseados em moléculas ativas.

Atualmente, as alforrecas são os seres vivos do Planeta mais antigos e contêm os princípios das "inovações" evolutivas. A "Turritopsis nutricula", também conhecida como "medusa imortal", é capaz de inverter o processo de envelhecimento e pode ser objeto de estudo para a produção de substâncias regenerativas para os seres humanos, escreve a FAO, no mesmo relatório.

No início do mesmo, a FAO defendeu hoje que os insetos, consumidos atualmente por dois mil milhões de pessoas, são uma alternativa promissora à produção convencional de carne, com vantagens para a saúde e o ambiente.

"Os insetos como alimento para humanos e para animais emergem como um assunto especialmente relevante no século XXI, devido ao custo crescente da proteína animal, à insegurança alimentar, às pressões ambientais, ao crescimento da população e à procura crescente de proteína animal por parte das classes médias", escreveram no relatório intitulado "Insetos Comestíveis: Perspetivas Futuras para a Segurança Alimentar".

Segundo a FAO, há registo do consumo de mais de 1900 espécies de insetos, os mais consumidos dos quais são escaravelhos (31%), lagartas (18%), abelhas, vespas e formigas (14%).

Gafanhotos, cigarras, térmitas, libelinhas e moscas são outras espécies consumidas.

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