armas e violência

Furtadas ou extraviadas quatro armas de fogo por dia em Portugal

Furtadas ou extraviadas quatro armas de fogo por dia em Portugal

Em Portugal, são furtadas ou extraviadas quatro armas de fogo por dia, acabando estas por entrar no circuito ilegal de comércio. Só nos primeiros 10 meses do ano passado, foram apreendidas em Portugal 3993 armas, 68% das quais armas de fogo, muitas destas utilizadas em actos violentos.

Os números foram ontem referidos pelo secretário de Estado da Administração Interna, Rui de Sá Gomes, na audição pública dedicada ao tema "As armas, a violência: um retrato português", que a Comissão Nacional de Justiça e Paz realizou no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa.

O objectivo foi o de lançar "um olhar sobre a proliferação das armas em Portugal, após os sinais do Verão de 2008", tendo participado como oradores Rosário Farmhouse (Alta Comissária para a Integração e Diálogo ntercultura), D. Torgal Ferreira (bispo das Forças Armadas), José Manuel Pureza (Núcleo de Estudos para a Paz do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) e Cândida Pinto (jornalista da SIC e revista Visão).

José Manuel Pureza, coordenador do estudo "Violência e Armas Ligeiras - um Retrato Português", explicou que Portugal "se especializou na transformação de armas ligeiras". Afirmou ainda que há "uma relação directa entre o sentimento de insegurança e o desejo de posse de uma arma", embora nos jovens que vivem em bairros problemáticos "a construção da identidade se faça através do poder da posse de arma".

"Um dos jovens que nós entrevistámos disse-nos que com a arma pode ter ténis, poder e raparigas", exemplificou.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado

Outros conteúdos GM