Ministério da Administração Interna

Novo diretor da PSP reclama "estatuto remuneratório mais adequado"

Novo diretor da PSP reclama "estatuto remuneratório mais adequado"

O novo diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha, considerou, esta segunda-feira, que os polícias devem ter melhores condições de trabalho e "um estatuto remuneratório mais adequado", o que permitirá alcançar resultados mais eficazes.

"A procura da melhoria da eficiência dos processos e da eficácia dos resultados, quer de gestão, quer do produto operacional policial, deverá servir de base a um incremento da produtividade e a uma melhoria da motivação", disse Luís Farinha, que tomou posse, esta segunda-feira, no Ministério da Administração Interna, como diretor nacional da PSP.

Tal, adiantou, "deverá ser conseguido através de uma evolução positiva das condições de trabalho, dos meios e dos equipamentos e dos instrumentos legais de estruturação e organização da instituição e de gestão dos recursos humanos, designadamente no que se refere a um regime de carreiras e a um estatuto remuneratório mais adequado".

No seu discurso, o novo diretor nacional da PSP sublinhou que os polícias estão "consciente das circunstâncias" que o país atravessa e das limitações que o afetam e "nunca" vão deixar de "contribuir para um esforço que é nacional e que a todos envolve".

Porém, sustentou que não podem "deixar de salientar a relevância e a singularidade do papel da polícia e das condições em que é exercida a função policial em democracia no contexto da garantia do regular funcionamento das instituições e do exercício dos direitos de liberdades e garantias individuais".

Dirigindo-se aos polícias que vai comandar, o novo diretor sublinhou que devem ter em consideração que os "princípios da atuação e da proporcionalidade da mobilização dos meios deverão ser sempre aplicados em prol de uma ação policial que no final deverá ser a adequada, justa e equilibrada".

Luís Farinha manifestou ainda disponibilidade total para privilegiar "uma conduta de diálogo responsável e de cooperação e de participação construtiva" com as organizações sindicais da PSP por forma "a potenciar uma busca de soluções adequadas para os constrangimentos que afetam a PSP em necessária coordenação com a tutela".

Até aqui comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP), Luís Farinha sucede no cargo ao superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou o lugar à disposição na sexta-feira, na sequência dos acontecimentos de quinta-feira em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

Milhares de profissionais de forças e serviços policiais e de segurança - PSP, GNR, SEF, ASAE, polícia marítima, guardas prisionais, polícia municipal e PJ - manifestaram-se na passada quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

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