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ONU diz ser possível vencer luta contra a fome

ONU diz ser possível vencer luta contra a fome

O diretor-geral da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação diz ser possível ganhar a luta contra a fome, sublinhando a importância de acabar com o desperdício alimentar e garantir dietas equilibradas. O Papa Francisco considera "um escândalo" que ainda exista fome e subnutrição. Esta quarta-feira, é Dia Mundial da Alimentação.

"Podemos ganhar a luta contra a fome", declarou José Graziano da Silva, durante uma cerimónia na sede da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, para assinalar o Dia Mundial da Alimentação.

O responsável disse que 62 dos 128 países monitorizados pela FAO atingiram o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas com fome, a partir dos níveis de 1990, mostrando ser possível atingir aquela meta em 2015.

O número de pessoas com fome em todo o mundo desceu nos últimos anos, principalmente devido ao crescimento económico nos países em desenvolvimento e ao aumento da produção agrícola, mas ainda ronda os 842 milhões de pessoas.

Graziano da Silva afirmou que o custo da fome é equivalente a cerca de 5% do rendimento mundial devido à perda de produtividade e gastos com saúde.

Numa mensagem enviada ao diretor-geral da FAO, o Papa Francisco disse ser "um escândalo" que ainda exista fome e subnutrição no mundo e criticou "o consumismo e o desperdício".

O Papa considerou que um "dos desafios mais sérios para a humanidade é o da trágica condição em que vivem ainda milhões de pessoas famintas e subnutridas, incluindo muitas crianças".

Francisco pediu solidariedade "para encontrar uma solução justa e duradoura" e o fim da "indiferença, a nível pessoal e institucional e dos Estados, relativamente a quem morre de fome ou sofre de subnutrição".

"A fome e a subnutrição não podem ser vistas como um facto normal, ao qual nos devemos acostumar, como se fosse parte do sistema. Algo tem que mudar em nós, na nossa mentalidade, nas nossas sociedades", alertou.

Para o Papa argentino, a fome e a subnutrição são "apenas um dos frutos da 'cultura do desperdício' que muitas vezes leva ao sacrifício de homens e mulheres aos ídolos do lucro e do consumo".

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