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Sindicato denuncia pressões para enfermeiros não aderirem a protesto

Sindicato denuncia pressões para enfermeiros não aderirem a protesto

O Sindicato do Enfermeiros Portugueses denunciou, esta sexta-feira, pressões sobre os profissionais de enfermagem para que não faltassem ao trabalho para participar na ação de protesto que está desde o início da manhã a decorrer em Lisboa.

"Há pressões de vária ordem" para que os enfermeiros não faltem ao serviço para se juntar à ação de contestação em Lisboa, disse à agência Lusa José Carlos Martins, dirigente do Sindicato do Enfermeiros Portugueses (SEP).

O protesto consiste na instalação, na Rua Augusta, de um hospital de campanha improvisado que serve para alertar para situação de subcontratação dos profissionais de enfermagem a cerca de quatro euros por hora.

Os enfermeiros esperam ver a situação da subcontratação a baixo preço resolvida em breve e apelam ao Ministério da Saúde que agende uma reunião para a próxima semana "para operacionalizar os compromissos que assumiu".

José Carlos Martins admitiu que há enfermeiros que, por situações de desemprego, já assinaram os contratos a cerca de quatro euros/hora, mas que continuam ainda assim a revelar "revolta".

No hospital de campanha, os enfermeiros prestam cuidados às pessoas, fazendo avaliações de tensão ou de glicemias.

O protesto dos enfermeiros ocorre no mesmo mês em que os médicos fizeram uma greve de 48 horas e uma concentração frente ao Ministério da Saúde, na qual, vestidos de batas brancas, reivindicaram medidas de defesa do Serviço Nacional de Saúde.

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