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Vírus do papiloma humano aumenta risco de cancro do esófago

Vírus do papiloma humano aumenta risco de cancro do esófago

As pessoas com o vírus do papiloma humano são três vezes mais propensas a contrair cancro do esófago, segundo uma investigação, levada a cabo na Austrália, cujos resultados foram divulgados, esta quinta-feira, pela imprensa local.

Raina McIntyre, que liderou o estudo, indicou que o sexo oral é "uma das teorias" que explicam a transmissão do vírus e como este provoca cancro no esófago, em declarações citadas pela Efe.

Em junho, o ator Michael Douglas alertou para uma eventual relação entre o sexo oral e o cancro na garganta de que sofreu. Desmentiu ter dito que havia uma causa-efeito, que apenas queria fazer serviço público e alertar para o perigo fo vírus do papiloma humano (VPH).

"Certamente detetou-se [o vírus] nas cavidades orais e há um recente estudo que mostra que uma vacina pode prevenir o seu contágio através da boca", disse Raina McIntyre à cadeia local ABC.

O cancro esofágico é um dos cancros com uma das mais elevadas taxas de mortalidade.

"É o cancro mais comum a nível mundial e, em alguns países, como na China, África do Sul e Irão, é a principal causa de morte por cancro", apontou a responsável, que também investiga a relação entre o vírus do papiloma humano (VPH) e o cancro de pele.

A infeção com o VPH é a infeção de transmissão sexual mais frequente em todo o mundo: durante toda a sua vida, mais de 80% das mulheres sexualmente ativas terão estado expostas àquele vírus, que tem mais de 150 genótipos, 15 dos quais com um elevado risco de fomentar o cancro.

O VPH também está na origem do cancro cervical ou do colo do útero nas mulheres e de orofaringe nos homens.

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