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Pedro Ivo Carvalho

Pedro Ivo Carvalho

Pela sua saúde, fique em casa

Ao ouvirmos determinadas coisas da boca de alguns agentes políticos ficamos com aquela sensação de torpor típica dos domingos à tarde, em que comemos um pouco mais e acabamos por ficar menos reativos. A semana que passou foi pródiga em momentos anestesiantes e inconsequentes. Começámos por ouvir a ministra da Saúde (há quatro anos no cargo) a anunciar, com pompa, uma comissão para acompanhar a resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia, a abertura a acordos com os setores privado e social (depois da asneirada com o fim das PPP hospitalares) e a revisão da remuneração médica em serviço de urgência. Marta Temido dirigiu-se ao país com solenidade, como se tudo fosse uma enorme surpresa, como se não houvesse, há anos, suficientes sinais sonoros da longa degradação do Serviço Nacional de Saúde. Depois, entrou em cena António Costa, primeiro-ministro de um Governo absoluto que já parece cansado ao fim de três meses de vida. Para segurar a ministra no cargo, mas sobretudo para reconhecer que não considera "aceitáveis estas falhas de serviço". O plateau das evidências foi posteriormente tomado pelo presidente da República, que se manifestou agradado pelo facto de o primeiro-ministro ter reconhecido que "há problemas estruturais, graves, situações inaceitáveis" na Saúde. Porque, acrescentou Marcelo, "o povo vive de uma maneira e os que estão com maiores responsabilidades políticas não veem essa realidade toda".

A falta de projetos desportivos

norberto a. lopes

A falta de projetos desportivos

No arranque de todas as épocas, os adeptos interrogam-se sobre os objetivos desportivos das equipas, mas em Portugal, tirando os três grandes, o Braga e o Vitória de Guimarães, os projetos estão circunscritos a uma realidade afunilada e a intenções que passam apenas por garantir a permanência. A grande maioria dos clubes, até independentemente do escalão onde estejam a competir, sejam mais ou menos profissionais, não têm uma ideia consistente em termos de quadro de contratações, na aposta da formação e naquilo que deve ser o perfil do treinador.

Margarida Balseiro Lopes

Margarida Balseiro Lopes

Primeiro a base

Os problemas que vieram a público na saúde tornaram claro que há debilidades estruturais do sistema que não são ultrapassadas com planos de contingência nem com o mero reforço de verbas. Esta ideia ficou mais evidente com o recente Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde: apesar do aumento do número de profissionais nos últimos anos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), não se verificou um crescimento proporcional dos serviços prestados.