Opinião

Manuel Molinos

O gelo dos VIP

A dificuldade de passar a mensagem da importância do combate às alterações climáticas é quase como tentar explicar a um estrangeiro o significado de saudade. É abstrato. Não existe porque não se vê. Mas sente-se. Ora está calor, ora está frio. Ora chove, em pleno verão, ora temos um sol abrasador, em pleno inverno. Isto de dizermos que o estado do tempo já não é o que era remete-nos para a perceção mais rudimentar da variação do clima à escala global.

João Gonçalves

O caso Marcelo

Numa entrevista demasiado inteligente para os tempos políticos que correm, o deputado Miguel Morgado, do PSD, perguntado acerca de Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que "a acção do presidente da República podia ser mais atenta, mais eficaz, mais sintonizada com a confrontação dos problemas, e não com a sua ocultação". E acrescentou que "qualquer magistrado da nação, qualquer político não deve estar imune à crítica. E Marcelo Rebelo de Sousa, apesar de ser imensamente popular, não está nem deve estar imune à crítica". Morgado tocou no ponto. A popularidade de Marcelo é inversamente proporcional à sua autoridade política. À força de se banalizar, e de se superficializar em eventos popularuchos, o presidente está na contingência de, semana após semana, repetir "recados". O presidente, comandante supremo das Forças Armadas, viu passar-lhe debaixo dos olhos o furto de material de guerra em Tancos. Foi logo, e inopinadamente, lá. Prometeram-lhe investigações. Passado um ano, a polícia criminal civil já investiga a investigação da polícia militar. Belém faz saber que "quer mais explicações". O ministro da tutela e o chefe militar do Exército "explicam" só o que querem, e quando querem, "explicar". Para a semana, o presidente fará saber que ainda quer "mais explicações" sobre as "explicações"? Reina o caos no SNS, tutelado por um ministério bicéfalo constituído pelo ministro das Finanças e pelo administrativo Adalberto, na João Crisóstomo. Marcelo diz aos jornalistas: "vamos ver". O que é que faltará ver, senhor presidente? É claro que não sabemos o que é que o presidente comunica privadamente ao primeiro-ministro. Em compensação, calculamos que Costa, à semelhança do que faz cá fora, diga ao presidente que o país é de maravilhas. E, o que ainda não for uma maravilha, será até às eleições. Ou seja, Marcelo já foi ultrapassado pelas legislativas do ano que vem. Voltando a Miguel Morgado, ele tem razão quando alerta para o facto de a Direita estar a viver uma das suas piores crises desde 1978. E não vai ser, se for, um movimento novo, numa área mais abrangente que a "Direita", que a agravará, como suspeita Marcelo. Tal como está, no Estado ou fora dele, é que a Direita não pode persistir. Falar para o regime, sem mais, é falar para dentro. Não é falar para diante, para o "partido do povo" silencioso. Marcelo, entre outros, precisa libertar-se da situação. Senão a situação toma conta dele.

A sua Opinião

França a justa vencedora do Mundial 2018?

Evasões

Comer

Bairro Alto: aqui há pizas a menos de 10 euros

Na cozinha desta pizaria aberta há pouco mais de três semanas no Bairro Alto ouve-se falar italiano e do forno a lenha e gás sai um aroma a lenha queimada. É assim o ambiente em que trabalha o pizaiolo Antonio Menghi, autor de 12 pizas cujas massas – feitas com farinha tipo 1 semi-integral, biológica – têm no mínimo 48 horas de processo de maturação e fermentação. As pizas são habilmente recheadas com charcutaria e queijos vindos de Itália, enquanto os legumes e azeite, por exemplo, são bem portugueses. As ervas aromáticas, tão importantes, são criadas numa mini-horta no balcão. […]

Fim de semana

Os versos de "Lisboa, Menina e Moça" decoram este hotel

Já diz a canção: «Lisboa menina e moça, menina. Da luz que os meus olhos veem, tão pura. Teus seios são as colinas, varina. Pregão que me traz à porta, ternura». Os versos do poema que Ary dos Santos escreveu e que Carlos do Carmo canta estão espalhados pelas paredes do Jupiter Lisboa Hotel e são um exemplo da homenagem do quatro estrelas à capital. Está situado na movimentada Avenida da República, entre o Saldanha e Entrecampos, mas a aposta nos tons branco e bege e nas madeiras confere-lhe um ambiente tranquilo e descontraído. Assim que se entra, percebe-se que […]

Comer

Porto: No novo Cubik há brunch e petiscos sem hora marcada

No lugar da loja Cubik nasceu, há menos de um mês, uma cafetaria focada nos petiscos e com três variedades de brunch, tudo assente em produtos portugueses. Mantém-se o nome, assim como o mosaico do chão, que é o original do edifício, de 1920, mas o negócio agora é outro, explica a proprietária, Paula Costa, que não está ligada ao projeto anterior, antes empenhada em dar mais vida diurna à Travessa de Cedofeita, onde as pessoas param, sobretudo, à noite. Entre as razões para se demorar ali, de dia, estão os menus de brunch, servidos a qualquer hora, por valores […]

Comer

Crítico analisa A Cozinha por António Loureiro, de Guimarães

Um prato é muito mais do que simplesmente comida, por expressão de autor que seja e por grande que seja a bondade da ligação com o vinho que o acompanha. O chef António Loureiro, após um périplo intenso e assumido à frente de cozinhas de grandes grupos hoteleiros, regressou em força à sua terra natal e em parceria com a sua mulher, Isabel, professora na Universidade do Minho, especialista em projetos e incentivos de desenvolvimento empresarial, aquartelou-se na zona histórica da cidade-berço para instalar a felicidade no Cozinha by António Loureiro. Aí, assumidamente cada prato é uma viagem feliz para […]

Família

Roteiros para as crianças descobrirem o Porto nas férias

Nem todas as interrupções escolares de verão têm de ser passadas na piscina ou em frente aos livros. A pensar nos miúdos que gostavam de conhecer melhor a cidade onde vivem, a academia de estudos Eddi - Educação Digital, com sede no Campo Alegre, criou propostas alternativas para os últimos dois meses de férias dos mais novos. «O Oporto Observer Kids surgiu por constatarmos que os alunos da academia tinham um grau de conhecimento da nossa cidade quase nulo», explica Graça Soares Carneiro, uma das dinamizadoras do novo programa de verão da Eddi, concebido para crianças dos 8 aos 12 […]