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Hoje, 21 de Outubro

Opinião

Domingos de Andrade

O fim do Mundo

Alguém desenhou a carvão dois corações na porta da corte do gado. Falta-lhe a seta do Cupido. Em vão. A aldeia está abandonada. Deixem-me pegar, sem autorização do próprio, nesta ideia que se arrasta na minha memória há 25 anos. Foi escrita por Francisco Mangas, então jornalista e escritor, hoje só dedicado às páginas dos livros, em longas reportagens pelas terras perdidas onde nos misturámos, e assalta-me de cada vez que enchemos a boca com a desertificação do interior. De cada vez que as tragédias dos fogos destroem vidas ao ritmo que dizimam florestas. De cada vez que se grita pelo fim do Mundo.

Pedro Silva Pereira

Vale tudo?

No CDS, já se sabe, isto às vezes acontece: mesmo as promessas mais solenes são sempre revogáveis. A ideia de "política positiva", por exemplo, que Assunção Cristas prometeu como a sua imagem de marca nos cartazes que espalhou pelo país inteiro quando chegou à liderança do partido, acaba de ser revogada pela própria, sem apelo nem agravo e à vista de toda a gente. Na verdade, anunciar uma moção de censura ao Governo no primeiro dia de luto nacional por uma tragédia em que dezenas de pessoas perderam a vida não é apenas um gesto de profundo mau gosto, é trocar, na pior das alturas, a política séria pela politiquice e falhar à responsabilidade de fazer o mais importante: contribuir para as soluções necessárias para que esta tragédia não se repita.

Margarida Fonseca

#fé

Ouço na rádio que uma aldeia transmontana fez uma peregrinação a pedir chuva. Chama-se Rebordãos e é à Senhora da Serra que, sempre que a seca aperta, o povo mete os pés a caminho e anda 12 quilómetros até à capela no monte. Foi no sábado, dia quente e que trazia o Diabo no ventre, que ouvi Afonso de Sousa, da TSF, a relatar esse ato de fé. E a reter palavras de quem diz acreditar em milagres. Inês Pires, quase octogenária, não foi na procissão porque as pernas já não deixam. Mas esperou pela imagem carregada em ombros, afiançando: "Sempre resultou. Tenho fé que vai chover. Sempre tem chovido e não vai ser agora que nos vai deixar ficar mal". Pela voz de Inês, não a imagino visitante assídua de sites de meteorologia, que nesse dia garantiam que haveria chuva. Imagino-a mulher de fé. Na Senhora da Serra que manda vir chuva e manda-a parar quando é muita. Nessa noite, porém, não houve chuva. Mas choveram chamas de mais de 300 incêndios pelo país fora, tornando o domingo um dia de inferno, no pior dos dias, num dia de morte, dor e destruição. Ouvi gente a clamar por chuva. Não sei se por fé, se à espera de um milagre, se numa forma de protestar por a meteorologia errar. A chuva só caiu terça-feira, já o país estava em cinzas e os políticos se incendiavam com atos e palavras. A Senhora da Serra também falhou? Não sei. Deixou Rebordãos a olhar para as nuvens negras. Eram de fumo. Não se esfume a fé.

Evasões

Evasoes

Os vinhos alentejanos vão estar à prova em Lisboa

Lisboa recebe até 29 de outubro o evento organizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, que procura promover os vinhos da região. São dez os restaurantes aderentes à iniciativa e que compõem a Rota dos Petiscos e Vinhas do Alentejo. By The Wine, Carnealentejana, Companhia do Largo, Livraria-Bar Menina e Moça, Lost In, Matateu Petisqueira, Rio Maravilha, Santos-o-Vinho, Sr. Lisboa e o Topo (Chiado, Martim Moniz e Belém) vão dar a conhecer um petisco e um vinho alentejanos, pelo preço de 3,5 euros. Açorda d’alho com bacalhau ou enchidos alentejanos são alguns dos petiscos servidos, acompanhados por vinho branco Montes das […]

Evasoes

Peixe na Avenida: o regresso ao mar no centro de Lisboa

Fala-se em ceviche e o imediato é pensar no caldo peruano, de sabor cítrico, e no peixe marinado. Luísa Fernandes tem quatro no menu do novo Peixe na Avenida, mas com a sua própria versão. Primeiro, o peixe é da nossa costa e, além do tradicional salmão, encontra-se carapau, atum rabilho dos Açores e também cavala do arquipélago. Em segundo lugar, os sabores cítricos mantêm-se no prato, mas sem o caldo. «Gosto que consigam apreciar o verdadeiro sabor do peixe», explica a chef, de 64 anos, que regressou de Nova Iorque há pouco mais do que seis meses. Foi lá […]

Evasoes

A vindima faz-se à antiga nesta quinta em pleno Douro

É já uma tradição antiga nesta quinta, implementada desde que, em 2012, os irmãos Stéphane e Vanessa Ferreira aqui chegaram, para tomar conta dos destinos da propriedade do avô. Era ele o popular Pôpa, um homem crescido entre as vinhas, que encontrou aqui o "pedacinho do Douro" com o qual sempre sonhara toda a vida. É também em homenagem ao avô Pôpa que, todos os anos, durante a época das vindimas, se realiza o programa "Vindima à do Pôpa", em que a propriedade em Tabuaço abre as portas a quem queira conhecer (e participar) em todo o processo de vinificação […]

Evasoes

Caves do Vinho do Porto: quem as viu e quem as vê

A região do Douro, o clima e o terroir durienses, os diferentes tipos de Vinho do Porto e a história dos produtores continuam a ser o enfoque destas visitas nas caves do Vinho do Porto. A forma como são apresentados está mais apelativa. Conheça a a Taylor’s, a Poças Júnior, a Cálem e a Cockburn’s em detalhe percorrendo a fotogaleria acima.     Leia também: Há uma "nova" cave de vinhos do Porto para visitar Droop: uma casa no Porto para petiscar entre vinhos Videomapping e experiências sensoriais nas caves da Cálem