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Opinião

Pedro Ivo Carvalho

Pedro Ivo Carvalho

Eutanásia. Será desta?

Duas amplas maiorias parlamentares não bastaram para que o projeto da despenalização da morte medicamente assistida, vulgarmente designada por eutanásia, virasse letra de lei. O Tribunal Constitucional (TC) chumbou, o presidente da República chumbou e o processo legislativo voltou à estaca zero, forçado pela necessidade de se aprimorar o texto final, conferindo-lhe uma densidade tal que o tornasse jurídica e constitucionalmente inatacável. Mas não foi isso que sucedeu. Depois de, em junho, PS, BE, PAN e Iniciativa Liberal terem acordado uma redação final, a verdade é que ainda houve necessidade de solidificar conceitos. Foi estabelecida uma baliza temporal entre o pedido do doente e a consumação do ato médico (cerca de dois meses) e ficou determinado que o paciente fosse acompanhado por um psicólogo.

Hugo Silva

Hugo Silva

#futesono

Não gosto de escrever nervoso. As teclas fogem-me e para agarrá-las tenho de correr muito, o que não aprecio por aí além. Como não gosto de escrever nervoso, esperei pelo fim do jogo entre Portugal e a Coreia do Sul. Resultou. Foi tão entediante que adormeci. Mas a mente prega-nos partidas enquanto estamos nos braços de Morfeu. Sonhei que Fernando Santos substituiu Cristiano Ronaldo quando ainda faltava meia hora para o jogo acabar. E que até o presidente da República tinha comentado a partida ao melhor estilo do mítico Gabriel Alves. Há cada uma... Cheguei a casa ainda meio dormente. Só acordei de vez quando abri a carta da EDP a anunciar novo aumento. Nada como uma bofetada de realidade para esquecer a bola. Eu até emigrava para a Coreia do Sul - gosto de viver em países vencedores - mas tenho medo que carne de cão me faça azia.

Margarida Fonseca

Margarida Fonseca

#tesos

Dizem os dados do Observatório da União Europeia (UE) para a Pobreza Energética que perto de 2,5 milhões de portugueses vivem em situação de pobreza energética. Ou seja, não têm condições financeiras para aquecer a casa no inverno e mantê-la fresca no verão. Entre 28 países da UE, Portugal ocupa, nessa condição, o lugar 25. A construção da maioria das habitações não tem em consideração o conforto térmico. Depois de um verão com temperaturas elevadas, chegam agora dias extremamente frios e com eles a ameaça de morte, sobretudo para os mais velhos. Com a crise que se atravessa, serão raros os que podem usar meios eficazes de aquecimento. Gás, eletricidade e lenha estão a preços escaldantes, os bens essenciais e as prestações das casas obrigam a repensar orçamentos. Os portugueses de hoje não passam de uns tesos. Em termos térmicos e de bolsa.