Opinião

Rafael Barbosa

Civilização e barbárie

Parece que Trump vai recuar. Parece que vai acabar a separação forçada de pais e filhos. Talvez tenha sido por causa da divulgação do áudio do menino que chorava pelo pai. Talvez tenha sido por causa das críticas de Melania, que também é mãe. Talvez tenha sido por pressão de alguns dos barões republicanos ameaçados pela derrota eleitoral. Ainda assim, e mesmo que se confirme o fim de uma medida desumana, não é caso para cantar vitória. A civilização não está a ganhar à barbárie. Nem nos EUA, nem na Europa. Há um discurso que deixou as ruas para se instalar nos gabinetes do poder. Há uma mensagem de ódio antes gritada por uns quantos extremistas que passou a ser assumida, com o indispensável polimento das chancelarias, por diferentes formações políticas alegadamente democráticas. Há um mal que se vai instalando, que começa por admitir algumas exceções aos direitos humanos, para mais tarde transformar a exceção em regra. Veja-se o caso italiano. Enquanto o navio Aquarius e mais de 600 africanos eram empurrados em direção a Espanha, não deixaram de chegar migrantes aos portos italianos. Essa maré não terá fim. Mas o exemplo é que conta e foi o suficiente para o ministro do Interior, Salvini, cantar vitória e lançar as raízes de uma nova política de desumanidade: já não há a obrigação de garantir o socorro a náufragos no mar. Nos últimos seis anos, desde Lampedusa - lembram-se das fotografias com dezenas de caixões alinhados? ¬-, já terão morrido cerca de 16 mil pessoas no Mediterrâneo. Fomos derramando ocasionalmente umas lágrimas. Mas a presidente da Câmara da pequena ilha italiana, Giusi Nicolini, que recebeu o Papa, que visitou Obama, já não é autarca. Os eleitores preferiram um político defensor da lei e da ordem a uma campeã dos direitos humanos. Trump pode recuar. Mas a civilização não está a ganhar à barbárie. Ainda não.

A sua Opinião

Um ano depois dos incêndios de Pedrógão, a floresta portuguesa está mais protegida?

Evasões

Fim de semana

Porto: 6 sugestões para aproveitar um fim de semana de festa

Não falta o que fazer neste fim de semana marcado pelo São João e início do verão. Apesar da chuva que está prevista, há muitas razões para sair de casa: o desfilo cheio de cor e música das Rusgas de São João, na Avenida dos Aliados, a visita guiada, e gratuita, aos bastidores do Teatro Nacional São João, a exposição de posters do Mundial, na Câmara Municipal do Porto, um brunch diversificado e completo para recuperar das festas, uma aula de yoga ao ar livre e a tradicional Regata de Barcos Rabelos, no Rio Douro. Vamos a isso. Leia também: […]

Notícias

A Evasões de 22 de junho, gratuita à sexta com o DN e JN

1. Capa: São João e o depois. Roteiros pela cidade e pelos eventos da festa, destacando a freguesia de Lordelo do Ouro, onde o rio Douro se alarga já quase a chegar ao Atlântico. Destacamos também restaurantes para comer sardinhas – antes de depois das festividades – e fazemos a antecipação do São Pedro da Afurada. Há também sugestões sobre o que fazer após o fim de semana de festa. 2. Comer e Beber. No Porto, o BB Gourmet Maiorca abriu um novo espaço no seu restaurante, inteiramente dedicado ao peixe e ao marisco. Ainda a norte, damos a conhecer […]

Fim de semana

Pés na areia: 8 bares de praia para conhecer no Grande Porto

Já começou, ainda que tímida, a estação do ano que leva às zonas balneares do litoral do país grandes excursões de banhistas em busca de um dia tranquilo no areal. Para refrescar com um cocktail, ou petiscar algo leve calha sempre bem haver um bar por perto, ainda mais com esplanadas que deixem ver e ouvir as ondas ao fundo. Veja na fotogaleria acima oito bares de praia que merecem uma visita este verão. Leia também: 8 terraços no Porto perfeitos para receber o verão Seis bares clássicos para sair à noite no Porto Os melhores bares para ver desporto […]

Comer

Neste restaurante há francesinhas à discrição por 10 euros

É um desafio ao estômago, que naquele restaurante se quer forte: às sextas e domingos, entre as 12h00 e as 15h00, há buffet de francesinhas, a substituir o buffet de cozido à portuguesa que, segundo a proprietária Inês Bettencourt, «foi um sucesso» durante o inverno. «A pessoa come as francesinhas que conseguir», clarifica Inês, adiantando que vão estar disponíveis as sanduíches de receita tradicional, com batatas fritas e ovo estrelado, não sendo de descartar a hipótese de, no futuro, servir outras versões. O buffet engloba francesinhas inteiras e às metades, para que uma criança possa comer meia francesinha e um […]