Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

O mercado do design inteligente com organismos vivos é uma realidade, a pergunta é como se fabricam estes micróbios e como estes podem ser domesticados para satisfazerem as nossas necessidades.Quem tem a resposta é Christina Agapakis, diretora criativa da Ginkgo Bioworks: "O que nós fazemos é desenhar ADN. O ADN é o código da célula, o que lhe diz o que tem de fazer. Podemos desenhar novos comportamentos para as células, recolhendo ADN e genes de outros organismos e colocando-os dentro das bactérias." Parece fácil, mas tal como Jeff Lou, responsável de robótica da empresa, assegurava numa entrevista ao Boston Globe, "a biologia é a tecnologia mais poderosa do planeta e ainda não a compreendemos. Fazer design e engenharia com ela é difícil e devemos fazê-lo com respeito."Os biólogos transformam-se em designers e engenheiros, uma vez que deixam de observar e estudar apenas a biosfera para a modificar de modo a que tenham aplicações em inúmeras áreas: desde a agricultura à medicina, passando pela cosmética, pelas energias renováveis ou pela produção alimentar. Obviamente, uma atividade destas levanta alguma desconfiança e tem determinadas conotações éticas, não sendo novo numa vertente da ciência, que a genética esteja no centro das atenções. Para o mal... e para o bem.Os investidores estão a dedicar centenas de milhões de dólares a empresas como a Ginkgo Bioworks. Um capital que crescerá nos próximos anos até tornar a biotecnologia na grande indústria do futuro. Vijay Pande, pioneiro da inteligência artificial, declarava à Forbes que "a biologia se encontra agora no lugar que a ciência dos computadores ocupava há 50 anos. Por isso, investir nela é uma grande oportunidade." Se puserem as decisões nas mãos dos cientistas certos, "piratear" a vida, além de um grande negócio, será também uma grande ajuda para tornar o nosso mundo num lugar melhor.Entrevista e edição: Zuberoa Marcos, Maruxa Ruiz del Árbol, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena

Projeto de família: imprimir um Lamborghini

Projeto de família: imprimir um Lamborghini

Henry Ford, criou a linha de montagem para a sua fábrica e impulsionou um modelo de empresa que acabaria por se impor no país e por ser exportado para o resto do planeta no século XX. Por isso, nada de fazer piadas com o que sai de uma garagem do Michigan, da Pensilvânia ou... do Colorado.Foi precisamente neste estado no oeste dos Estados Unidos da América que nasceu um projeto que aliou esse espírito empreendedor às novas tecnologias e à filosofia do "faça você mesmo". Trata-se de uma réplica do Lamborghini Aventador que um professor de Física e o seu filho mais novo construíram na garagem de casa, imprimindo as suas peças em 3D.Quando o membro mais novo da família Backus perguntou ao pai se lhe podia dar o seu carro preferido do videojogo Forza Horizon 3, este deveria ter respondido que os mais de 300 mil euros que custa a versão base do veículo italiano estavam bastante longe do orçamento familiar. Em vez disso, com muito engenho, conhecimentos de engenharia, cerca de 20 mil euros e um sem-fim de tutoriais do YouTube, o professor Sterling Backus e o seu filho conseguiram uma proeza com a qual se divertem não só eles, mas também todas as crianças da vizinhança. Uma excelente demonstração de que a ciência e a tecnologia podem ser divertidas e motivo de inspiração para os mais novos.Entrevista e edição: Azahara Mígel e Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena