Euro2020

Os grupos, os jogos e os estádios do Europeu de futebol "itinerante"

O rapaz de 15 anos que é especialista em Realidade Virtual

O rapaz de 15 anos que é especialista em Realidade Virtual

Sabarish é um dos jovens mais precoces em todo o mundo na criação de aplicações para VR e AR, e um dos programadores das HoloLens, o novo dispositivo da Microsoft. O adolescente de apenas 15 anos é fundador da WaypointAR, uma empresa que está a desenvolver uma solução para nos orientarmos e deslocarmos em grandes espaços fechados (como aeroportos ou centros comerciais) utilizando a realidade aumentada. A teoria de Sabarish é que, atualmente, os nossos smartphones são mais "uma interferência do que uma integração", já que interagimos com eles através de um ecrã bidimensional, algo que passará à história com a chegada do 3D e da realidade virtual. As grandes empresas tecnológicas como a Google, Apple, Facebook ou Microsoft concordam com a sua análise, daí os grandes investimentos que estão a fazer nestes setores e a importância de "aprender a criar aplicações para o mundo real que não existem em videojogos, marketing, entretenimento ou publicidade".A confiança demonstrada por Sabarish nas suas afirmações acerca do que considera que será a próxima "explosão tecnológica" não surpreende se tivermos em conta a determinação com que entrou neste território. Segundo escreveu no seu blogue em julho de 2017: "Quando comecei no mundo das aplicações de realidade virtual, não encontrava uma fonte que explicasse claramente os passos que devia seguir. Por isso, inventei-os eu mesmo." Apesar de ser considerado uma das pessoas mais influentes do mundo na área da VR, acredita que o que fez até agora é "um pouco banal" e, por isso, está empenhado em fazer algo nos próximos anos que ajude a tornar um pouco mais fácil a vida de milhões de pessoas.Entrevista e edição: Azahara Mígel, Noelia Núñez, Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

O mercado do design inteligente com organismos vivos é uma realidade, a pergunta é como se fabricam estes micróbios e como estes podem ser domesticados para satisfazerem as nossas necessidades.Quem tem a resposta é Christina Agapakis, diretora criativa da Ginkgo Bioworks: "O que nós fazemos é desenhar ADN. O ADN é o código da célula, o que lhe diz o que tem de fazer. Podemos desenhar novos comportamentos para as células, recolhendo ADN e genes de outros organismos e colocando-os dentro das bactérias." Parece fácil, mas tal como Jeff Lou, responsável de robótica da empresa, assegurava numa entrevista ao Boston Globe, "a biologia é a tecnologia mais poderosa do planeta e ainda não a compreendemos. Fazer design e engenharia com ela é difícil e devemos fazê-lo com respeito."Os biólogos transformam-se em designers e engenheiros, uma vez que deixam de observar e estudar apenas a biosfera para a modificar de modo a que tenham aplicações em inúmeras áreas: desde a agricultura à medicina, passando pela cosmética, pelas energias renováveis ou pela produção alimentar. Obviamente, uma atividade destas levanta alguma desconfiança e tem determinadas conotações éticas, não sendo novo numa vertente da ciência, que a genética esteja no centro das atenções. Para o mal... e para o bem.Os investidores estão a dedicar centenas de milhões de dólares a empresas como a Ginkgo Bioworks. Um capital que crescerá nos próximos anos até tornar a biotecnologia na grande indústria do futuro. Vijay Pande, pioneiro da inteligência artificial, declarava à Forbes que "a biologia se encontra agora no lugar que a ciência dos computadores ocupava há 50 anos. Por isso, investir nela é uma grande oportunidade." Se puserem as decisões nas mãos dos cientistas certos, "piratear" a vida, além de um grande negócio, será também uma grande ajuda para tornar o nosso mundo num lugar melhor.Entrevista e edição: Zuberoa Marcos, Maruxa Ruiz del Árbol, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena