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Pedro Ivo Carvalho

Pedro Ivo Carvalho

Crianças, sim. Crianças, não

Crianças, sim. Os números do emagrecimento demográfico português são expressivos, mas não deixam propriamente ninguém de queixo caído. São um "acidente" público há demasiado tempo. Perdemos mais de 200 mil habitantes numa década e agravámos o plano inclinado de um país cada vez mais litoralizado, cada vez mais centrado na capital e cada vez mais distante dos chamados territórios de baixa densidade, das suas preocupações e da sua agenda de prioridades. A ideia romântica de que cheques-bebé e terrenos baratos são cartões de visita irrecusáveis para convocar povoadores para o interior é apenas isso. Romântica. E no meio desta razia imparável avulta um dado que talvez seja o mais preocupante: a esquálida taxa de natalidade. Por isso, a pergunta que nos devemos fazer, estejamos no litoral pujante e povoado, estejamos no interior adormecido e deserto, é esta: que condições estamos a criar para que os jovens que hoje estão a sair do regaço dos pais se sintam impelidos a ter filhos? A dar-nos futuro?