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Hoje, 19 de Fevereiro

Opinião

Inês Cardoso

Na vitória ou na derrota

As primeiras palavras, a citar Sá Carneiro, foram para o valor inequívoco das pessoas. As últimas picaram um daqueles chavões de que ninguém discordará - é a busca pela felicidade que nos orienta a todos. Foi um Rui Rio pragmático que ontem lançou um novo ciclo de vida no PSD. No encerramento do 37.º congresso do partido, ficaram claras as prioridades. Saúde, educação, sustentabilidade da Segurança Social, inversão do ciclo demográfico e um duplo piscar de olhos ao interior do país, por via de incentivos diferenciadores à natalidade e da descentralização de serviços públicos. Temas caros à maioria das pessoas e que facilmente encontram consenso.

João Gonçalves

O partido de Elina

Rio precisava esclarecer duas coisas. A primeira tinha a ver com a posição do partido diante de um PS que não quer a "mão" do PSD. A segunda, com o pessoal partidário que o ia acompanhar, uma vez que herda o maior grupo parlamentar da Assembleia da República, a frente por excelência do combate político contra a "muralha de aço" que protege Costa. Rio foi medianamente claro quanto ao primeiro aspecto. Está lá para ganhar todas as eleições - autárquicas, regionais e legislativas por esta ordem - "contra" o PS. Mas também está lá para embarcar, uma vez mais, na eterna falácia dos "pactos de regime" que, volta não volta, são convocados para salvar uma pátria irreformável. Parece-me, todavia, que a história do regime é bem clara. Só houve reformas dignas desse nome em três ocasiões: com o primeiro Governo Constitucional de Soares por causa da democracia, com os governos de Cavaco por causa da Europa e com Passos Coelho devido à troika e a ministros como Álvaro Santos Pereira (economia e trabalho) ou Paula Teixeira da Cruz (PGR e mapa judiciário em que o actual Governo não tocou a não ser para pôr duas ou três cadeiras nuns espaços que reabriu e a que abusivamente apelidou de "tribunais"). O resto têm sido arranjos tácticos, ora para a fotografia, ora para a propedêutica "estadista" de líderes imaturos, e revisões constitucionais pontuais. Costa com certeza não se importará, até para celebrar a remoção de Passos, de partilhar sofás com Rio sob o olhar paternalista de Marcelo. Como as eleições já fervem, é só disso que se trata, de uma boa selfie. Para isto, Rio procurou a "unidade" na FIL de Lisboa, entrando e saindo de braço dado com Santana Lopes. Não com as hostes e as "ideias" de Lopes, mas com ele individualmente considerado. As listas conjuntas ganharam mas ficaram em minoria depois da habitual pornografia do "toma lá dá cá lugares". A direcção, entre o medíocre e o inócuo salvo o preguiçoso Sarmento, passou com centenas de votos brancos e nulos. Por ter estado perto dele enquanto governante, abstenho-me de comentar o novo secretário-geral. Rio tem, pois, o programa e a gente que quis ter. E as cumplicidades que, contra a lógica conflitual do debate político, apareceram. O congresso terminou com Luís Montenegro. E ressuscitou quando apareceu Elina Fraga, a "bastonária intersindical" que processou o Governo PSD/CDS por alegado atentado ao Estado de direito, a ornamentar uma vice-presidência de Rio. Não sabia que o PSD era o partido de Elina. E vice-versa.

A sua Opinião

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Evasões

Comer

Novo restaurante tem pizas e carnes no grelhador com vista para as salinas

A ementa tem um título sugestivo e ambicioso: «O verdadeiro almanaque da degustação.» Dentro dessa carta, há pizas tradicionais e especiais como a Flor de Nata, que tem bacon e orégãos, ou a Portuguesa, que leva chouriço e azeite virgem. As pizas são cozinhadas em forno a lenha, à vista dos clientes, e há carne que passa pelo grelhador a carvão. Comida de conforto, ambiente descontraído, mesas comunitárias, detalhes cosmopolitas, uma vista panorâmica para as salinas da ria. Estes são alguns dos ingredientes do Forneria 1870. «Apostamos na simplicidade. Aproveitamos as coisas boas que temos, basta não estragá-las», diz Américo […]

Beber

Espetáculo burlesco e gratuito de volta à Pensão Amor

O bar de cocktails que revolucionou o Cais do Sodré apresenta na noite desta próxima quarta-feira, dia 21, mais um espetáculo de burlesco, pela companhia Voix de Ville, que volta e meia atua neste espaço irreverente da zona ribeirinha de Lisboa e que promete animar a noite a cantar e dançar. Ao palco do bar de cabaré sobem Miss Hurricane Le Noir e a Mizz Kat Tigerfell, numa performance marcada pelo brilho e pela opulência, de influências de várias épocas e expressões artísticas, bem ao estilo Vaudeville. A entrada é gratuita e o espetáculo decorre a partir das 22h30.   […]

Comer

Neste italiano inspirado na máfia não há carbonara e pizas

Tudo começou pelo queijo. Neste caso, o grana padano, típico da planície Padana, no Norte de Itália. João Albino, Vasco Ramos e António Resende já eram «amantes da comida italiana», de maneira que quando provaram uma massa feita com aquele queijo, a ideia de abrir um restaurante italiano não mais lhes saiu da cabeça. No início de janeiro, abriram o La Famiglia – Ristorante, com o imaginário da máfia italiana como inspiração para a decoração (e para o nome). Munidos da experiência acumulada em bares e restauração (nomeadamente, o Sushima, que têm há três anos na porta em frente), capricharam […]

Comer

Tudo sobre a nova Pitaria do chef Avillez no Chiado

José Avillez queria acrescentar à sua longa lista de restaurantes um espaço muito informal e sem grandes pretensões, que pudesse funcionar como «ponto de encontro» para a suas equipas - neste momento o Grupo Avillez soma qualquer coisa como 500 funcionários. Depois de viajar por países do Médio Oriente como Israel, Líbano e Jordânia, o chef, que ainda há pouco foi eleito o «melhor cozinheiro do ano» pela Academia Internacional da Gastronomia, e que terá chegado a ponderar uma parceria com o libanês Joe Barza, não teve dúvidas: queria trazer para Lisboa o ambiente de festa e a comida rápida, […]

Beber

Cais do Sodré ganha novo bar de cerveja artesanal

A ascendência é brasileira da parte da mãe, inglesa do lado paterno. A sua aposta, essa é cem por cento portuguesa. Patrick Mills, 27 anos, veio para Portugal ainda bebé, porém foi em Inglaterra e na Austrália, onde viveu, estudou e trabalhou, que se apaixonou pelo mundo da cerveja artesanal - e aprofundou conhecimentos na matéria. É ele o gerente do Crafty Corner, o novo bar do Cais do Sodré, dos mesmos donos do vizinho irlandês Hennessy’s, dedicado em exclusivo à cerveja artesanal. Ao todo, doze marcas nacionais, quase todas lisboetas, servidas à pressão, em outras tantas torneiras. O leque, […]