Opinião

António José Gouveia

Um desvario chamado CGD

Que a Caixa Geral de Depósitos era um desvario, já todos nós sabíamos. Que era um instrumento dos vários governos para distribuir favores, também. O que não conhecíamos era a profundidade da gravidade e a forma como as várias administrações - pressionadas ou não pelos governos - atuaram de forma tão leviana, não só na atribuição de crédito mas também nas políticas de remuneração dos seus gestores. O relatório preliminar da auditoria da consultora EY só vem pôr a nu aquilo que os portugueses suspeitavam e que os banqueiros e políticos já sabiam e não se preocuparam. Assim se entende a insistência da administração da Caixa em não divulgar os principais devedores aos deputados encarregados da comissão de inquérito. Forneceria mais pistas de uma rede montada para dar crédito a quem nenhum outro banco aceitaria emprestar ou demonstraria a desfaçatez com que foram feitos negócios que nunca poderiam ser feitos. Já se sabe quem é o último prejudicado: o contribuinte. Durante anos debateu-se a privatização ou não do banco público. Nunca se avançou com o argumento de que a instituição financeira era essencial para qualquer governo espraiar as suas políticas económicas. Uma espécie de braço-direito dos ministros das Finanças para impulsionar a economia e fazer de "regulador" do mercado financeiro. Deu no que deu. Não se está a dizer que a privatização seria a melhor opção. Tal não livra os contribuintes de pagarem bancos falidos. Vejam-se os casos do BPN, BPP, Banif e BES. O que se pretende é parcimónia com os dinheiros de um banco público e - mais importante - uma fiscalização do Banco de Portugal que tenha consequências. O elefante na sala é tão grande que este relatório, feito em dezembro de 2017 por encomenda do secretário de Estado Adjunto e das Finanças estava guardado nas gavetas do ministério e só foi revelado porque a comentadora Joana Amaral Dias o divulgou.

A sua Opinião

Terminada a primeira volta da Liga, quem está mais bem posicionado para ser campeão?

Evasões

Beber

11 vinhos para acompanhar comida de fumeiro

A actividade microbiológica é determinante para a chamada cura das carnes, esse reduto meio milagroso que o tempo e a tradição transformam de perecível em conserva. O mais evidente e valorizado é o presunto, perna ou mão – paleta – e tudo começa com a salga abundante. De seguida, já a caminho da transformação em ouro, dá-se-lhe a cura pelo fumo, provocando a um tempo a evaporação da água retida pelas fibras da carne e a impregnação do fumo nas gorduras entremeadas da peça. Tudo se aproveita, desde os torresmos e banha logo no primeiro dia, até à faceira, rojões […]

Notícias

No Porto comem-se 35 mil francesinhas por dia

Empresários da restauração do Porto são unânimes: a francesinha, que começou a ser conhecida no Porto nos anos 50, foi desde sempre um campeão de vendas e hoje é ainda mais graças aos turistas que visitam a cidade. Vendem-se «pelo menos 35 mil francesinhas por dia nos mais de 700 cafés e restaurantes da cidade, o que significa que por mês há cerca de um milhão» daquelas sanduíches a serem provadas no município, segundo a Lusa. No restaurante Cufra da Foz, segundo contou um funcionário, vendem-se «à vontade 500 francesinhas nos dias bons a uma média de 9,5 euros». No […]

Compras

Porto: Abriu uma loja com marcas nórdicas em Cedofeita

  As dinamarquesas nümph e Anerkjendt, e as suecas Rut & Circle e Tretorn são algumas das insígnias nórdicas escolhidas por Mariana Sotto Mayor para estarem presentes na Lighthouse. A loja ocupa um espaço que faz esquina com a Rua de Cedofeita e Praça Carlos Alberto, e abriu portas há cerca de quatro meses, preenchida com vestuário e calçado para homem e mulher. Mariana, que trabalha também em restauração e antiguidades, conta que sempre gostou de roupa, e que se identifica com as marcas nórdicas. «Fogem um bocado àquilo que se vê por aí – os cortes são muito tendência […]

Notícias

Sonae vai gerir o hotel que vai nascer na estação de Santa Apolónia

A Sonae Capital venceu a concessão de instalação e exploração de um hotel no edifício da estação ferroviária de Santa Apolónia, em Lisboa. «A Sonae Capital recebeu, da IP – Infraestruturas de Portugal, a adjudicação da subconcessão com vista à instalação e exploração de uma unidade hoteleira no edifício da estação ferroviária de Santa Apolónia, em Lisboa», disse, em comunicado, a dona dos ginásios Solinca. De acordo com a Sonae Capital, esta oportunidade «enquadra-se na estratégia de aumento do número de unidades em exploração do negócio de hotelaria», permitindo ainda «desenvolver efeitos de rede na operação». Por outro lado, esta […]

Comer

Trás-os-Montes: 12 mesas antigas e novas que surpreendem

Tradicionalmente rica em produtos, principalmente fumeiro, carnes DOP, castanhas, azeitonas, cogumelos, entre outros, Trás-os-Montes é uma região de mesas fartas. E é nesta altura, quando os dias frios depressa se transformam em noites geladas, que a sua cozinha melhor se espelha. À lareira, faz-se o fumeiro e grelha-se a carne. Ao lado, os estufados no pote de ferro confortam do frio, assim como o vinho – normalmente tinto – das regiões demarcadas do Douro e de Trás-os-Montes. E se a base é o produto, este pode ser apresentado à moda antiga ou trabalhado com técnicas modernas e imaginação que não […]