Reportagem

Mulheres na frente do pelotão

Opinião

Pedro Ivo Carvalho

O Fisco não tem alma

Há duas coisas que os portugueses podem ter como certas: que vão morrer e que, enquanto isso não acontece, terão algum encontro desagradável com o Fisco. A máquina coletora é o mais competente braço armado da Administração Pública. E quando isso acontece num país como Portugal, em que a cobrança de impostos se transformou numa resposta cultural dos governos à ausência de estratégias de longo prazo, há caminho aberto para os chamados expedientes criativos.

João Gonçalves

Tancos ou a maluquinha de Arroios

Em plena 1.a República, André Brun escreveu uma comédia de costumes intitulada "A maluquinha de Arroios". Na verdade, era uma comédia de enganos que, até hoje, é representada um pouco por todo o lado. A história é escorreita e previsível. Um comerciante levemente amoral, "o Esteves do bacalhau", arrendou uma casa num prédio que também possuía em Arroios, Lisboa, a uma mulher deslumbrante com uma mãe dada a chiliques românticos e um pai devasso e rapace. A trama gira à volta de equívocos, meias-verdades, mentiras, personagens amalucadas ou crédulas, diálogos truculentos e, no fim, acaba tudo em bem. Salvo nesta última parte, a tragicomédia de Tancos, com as devidas adaptações, podia perfeitamente ser uma declinação político-teatral da "Maluquinha". Tem, até agora, três actos, cada um com várias partes. O primeiro é um alegado furto de material de guerra dos paióis de Tancos. É mais um prólogo, uma vez que não se sabe ao certo o que aconteceu naquela noite de Verão de 2017. O segundo acto começou na Chamusca, com uma chamada anónima para a PJM, a informar que o material estava lá. E não só estava lá - incompleto como se veio a saber numa das partes do acto - como ainda tinha o bónus de uma caixa, que não pertencia ao furto, e a que uma das personagens da história (que desapareceria no terceiro acto) atribuiu a dimensão de cerca de uns 30 cm de comprimento, medidos entre as suas duas mãos numa divertida conferência de imprensa. O terceiro acto, respigado do prólogo inconclusivo, é marcado pela entrada em cena da PJ civil que, sem querer saber do prólogo e do primeiro acto, deteve as personagens da PJM por causa da parte da Chamusca e apesar do evento principal, acerca do qual aparentemente nenhuma personagem sabe nada. O terceiro acto ainda teve como desfecho duas demissões, uma civil e a outra militar, e um pronunciamento presidencial de carácter filosófico: só sabe que nada sabe, mesmo andando há mais de ano à espera de tudo saber. Não vale a pena estar a encaixar as personagens de Brun nesta pilhéria político-militar. Até porque uma delas já afirmou publicamente que um dia se saberá a história toda e o papel que cada um desempenhou nela. Como quem deixa a "deixa": "- razão tinha aquele grande filósofo que dizia, "em amor ninguém deve fingir aquilo que não é"; - quem foi que disse isso? Foi Plínio, o moço? ; - Não. Foi o Joaquim, o criado de mesa".

Fernando Calado Rodrigues

A Oriente, o Papa usa lentes progressivas

O Papa Francisco está atento aos que sofrem à sua porta e preocupa-se com os problemas dos que vivem em paragens longínquas. Cuida dos sem-abrigo que dormem na Praça de S. Pedro, ao mesmo tempo que desenvolve uma intensa atividade diplomática no Extremo Oriente para que a Igreja possa chegar aos pobres de lá. É a sua preocupação com as "periferias existenciais e geográficas", as tristes realidades que estão à nossa porta mas longe da Igreja, ou em paragens longínquas.

Rui Sá

Fado tropical

Não sei se lhe acontece, mas a mim, quando algo me incomoda parece que há uma dor interior que, na lufa-lufa do quotidiano muitas vezes esqueço, mas que está sempre lá, cravando os dentes no pensamento. E que apesar de a sentir, tenho, por vezes, de perguntar a mim próprio a sua origem. Pois eu funciono assim e, nos últimos tempos, esse incómodo é o que se passa no Brasil e a real possibilidade de as eleições serem ganhas por um fascista. Sendo certo que há fascistas à frente dos destinos de outros países, mas o Brasil é... o Brasil.

A sua Opinião

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Evasões

Comer

Porto: 6 esplanadas cobertas perfeitas para o outono

Nesta seleção de esplanadas no Grande Porto o frio ou a chuva não são um problema para saborear uma refeição ao ar livre. Escondidos em recantos da cidade, com vista para o Douro ou até para o mar, estes espaços primam pelo conforto e pela variedade de petiscos que aqui se servem. Há refeições leves, outras a pensar nos mais gulosos, pratos e petiscos tradicionais e até variações de inspiração sul-americana. Veja na fotogaleria acima algumas sugestões de espaços no Grande Porto onde pode fazer uma refeição no conforto de uma esplanada coberta. Leia também: Nova forneria do Porto tem […]

Notícias

15 filmes para ver a 2,50 euros na Festa do Cinema

A Festa do Cinema chega já esta semana, na segunda, terça e quarta-feira, com todas as sessões de todos os filmes e em todas as salas de cinema, cinematecas e auditórios do país a custar apenas 2,50 euros. Os oito filmes que estrearam esta semana nos cinemas – entre eles os aclamados «O Primeiro Homem na Lua» e «Assim Nasce uma Estrela» – serão apenas alguns dos muitos que estarão em exibição e que podem ser vistos a preço reduzido. A iniciativa abrange todas as sessões dos filmes que estejam em cartaz nas referidas datas, mas apenas sessões normais (2D). […]

Comer

O lombinho de borrego com puré de castanhas da Justa

Lombinho de borrego corado com puré de castanhas e elas salteadas (para 4 pessoas) Ingredientes – 1kg Lombo de borrego sem osso – Sal e pimenta, q.b. – Azeite virgem extra, q.b. – 50g manteiga – 0,5 dl vinho do Porto – 1 pé de tomilho – 1 dl caldo de carne Preparação – Temperar a carne com sal e pimenta. – Marcar numa frigideira quente com o azeite, depois colocar numa travessa e levar ao forno para acabar de assar. – Na mesma frigideira, juntar a manteiga, vinho do Porto, tomilho e o caldo e deixar reduzir. – Servir […]

Comer

Há pizas e piratas no novo restaurante de Famalicão

Ao entrar, avista-se um pirata que parece confirmar ter-se chegado a bom porto. Dois passos adiante e logo salta à vista um grande barco, suspenso a meio da sala. À proa está o capitão, ocasionalmente envolvido por uma névoa que completa o cenário fantasioso. Lá dentro, um baú guarda o tesouro mais precioso da casa, a piza, pois claro. «Paramos a cidade quando trouxemos o barco, até tivemos de cortá-lo ao meio mas ainda assim pesa 4 toneladas», nota Adriano Cavaleiro, o mentor, pizzaiolo e proprietário do Porto dos Piratas. Foi na Avenida dos Descobrimentos – localização bem adequada – […]

Beber

7 lugares no Porto onde vale a pena ir beber chá

Tomar uma chávena de chá quente a meio da tarde continua um clássico de aconchego e bom gosto, principalmente nos dias mais frios. Nestes 7 casas do Grande Porto há chás e infusões vindas de todo o mundo, sempre com alguns docinhos a acompanhar. Percorra a fotogaleria acima para conhecer 7 lugares no Porto onde vale a pena beber chá. Leia também: Panquecas, tostas e ovos no novo café saudável do Porto Casas para beber um chá em Lisboa e no Porto Chá das Cinco: a nova casa de bolos caseiros do Porto