Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

Como "hackear" bactérias para produzir tecidos de origem vegetal

O mercado do design inteligente com organismos vivos é uma realidade, a pergunta é como se fabricam estes micróbios e como estes podem ser domesticados para satisfazerem as nossas necessidades.Quem tem a resposta é Christina Agapakis, diretora criativa da Ginkgo Bioworks: "O que nós fazemos é desenhar ADN. O ADN é o código da célula, o que lhe diz o que tem de fazer. Podemos desenhar novos comportamentos para as células, recolhendo ADN e genes de outros organismos e colocando-os dentro das bactérias." Parece fácil, mas tal como Jeff Lou, responsável de robótica da empresa, assegurava numa entrevista ao Boston Globe, "a biologia é a tecnologia mais poderosa do planeta e ainda não a compreendemos. Fazer design e engenharia com ela é difícil e devemos fazê-lo com respeito."Os biólogos transformam-se em designers e engenheiros, uma vez que deixam de observar e estudar apenas a biosfera para a modificar de modo a que tenham aplicações em inúmeras áreas: desde a agricultura à medicina, passando pela cosmética, pelas energias renováveis ou pela produção alimentar. Obviamente, uma atividade destas levanta alguma desconfiança e tem determinadas conotações éticas, não sendo novo numa vertente da ciência, que a genética esteja no centro das atenções. Para o mal... e para o bem.Os investidores estão a dedicar centenas de milhões de dólares a empresas como a Ginkgo Bioworks. Um capital que crescerá nos próximos anos até tornar a biotecnologia na grande indústria do futuro. Vijay Pande, pioneiro da inteligência artificial, declarava à Forbes que "a biologia se encontra agora no lugar que a ciência dos computadores ocupava há 50 anos. Por isso, investir nela é uma grande oportunidade." Se puserem as decisões nas mãos dos cientistas certos, "piratear" a vida, além de um grande negócio, será também uma grande ajuda para tornar o nosso mundo num lugar melhor.Entrevista e edição: Zuberoa Marcos, Maruxa Ruiz del Árbol, Cristina LópezTexto: José L. Álvarez Cedena

O homem que consegue voar

O homem que consegue voar

Nos jogos olímpicos de 1984, mais de 2,5 milhões de pessoas assistiram à chegada do futuro pela televisão. Naquele dia, um homem chamado Bill Suitor sobrevoou o estádio com uma mochila autopropulsionada como as que, até aí, só se tinham visto na banda desenhada ou no cinema. Era o culminar perfeito para uma cerimónia ao mais puro estilo de Hollywood e ao jeito dos excessos da era Reagan.O que nem toda a gente sabe é que aquela ideia, foi o plano B para resolver um problema de última hora. O estádio devia ter sido sobrevoado não por um ser humano, mas por uma imponente águia que fora intensamente treinada durante um ano para o evento. Porém, o pobre animal morreu quatro dias antes da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Por isso, naquele dia, Bill Suitor vestiu um macacão multicolor e pôs aos ombros aquela mochila, que se destinava a ser utilizada pelo exército dos Estados Unidos. O seu voo faz parte da história das Olimpíadas e da memória de muitas gerações que, ao vê-lo, imaginaram um futuro repleto de gente a voar pelas ruas das cidades.Foi, sem dúvida, este sonho de multidões voadoras que incentivou Michael Browning a passar toda a sua vida a idealizar os mais fabulosos aparelhos para voar. Embora tenha sido o seu filho, Richard, que se chegou à frente e conseguiu construir um fato voador que recorda o que Anthony Stark usa para se transformar no Homem de Ferro. Richard Browning é o fundador da Gravity, uma empresa através da qual desenvolveu, construiu e patenteou um sistema de voo pessoal. Durante os últimos dois anos, a empresa levou o seu fato a mais de 60 eventos em 20 países diferentes, demonstrando que é uma tecnologia viável. Assim, é possível que o futuro se tenha feito esperar um pouco mais do que se pensava nos anos oitenta, mas quem sabe não estará já a chegar...Entrevista e edição: Joel Dalmau | Azahara Mígel | David Giraldo Texto: José L. Álvarez Cedena

Economia

DECO recebe 745 denúncias de plástico a mais e leva empresas a reagir

Ambiente

DECO recebe 745 denúncias de plástico a mais e leva empresas a reagir

Bananas, pepinos, pimentos e outros produtos frescos com casca envolvidos em plástico, croissants, donuts e mais alimentos para levar em caixas de plástico, produtos encomendados online que chegam em embalagens desproporcionais e com uma quantidade exagerada de plástico. Estas são algumas das denúncias recebidas pela DECO, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, no âmbito da campanha "#plásticoamais".