Portugal voltou a apelar, este domingo, à contenção das partes em conflito na Faixa de Gaza e defendeu como imperioso um cessar-fogo que ponha fim ao conflito e ao agravamento da situação humanitária, segundo um comunicado.
"Portugal apela uma vez mais à contenção de ambas as partes, considerando imperioso o estabelecimento de um cessar-fogo que ponha fim ao conflito e ao agravamento da situação humanitária", lê-se no comunicado, divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português um dia depois de Israel lançar uma operação terrestre na Faixa de Gaza.
O texto afirma que "o governo português continua a acompanhar com a maior preocupação a situação no Médio Oriente", particularmente "a campanha militar terrestre iniciada em Gaza", e reitera os termos da declaração que fez a 29 de Dezembro em que lamentava os actos violentos de parte a parte e apelava para um cessar-fogo.
Nessa declaração, divulgada na véspera da reunião extraordinária de ministros da União Europeia da qual saiu uma proposta de cessar-fogo, o Governo afirmou que "não pode deixar de lamentar os actos violentos que têm levado à perda de inúmeras vidas e condena o lançamento de 'rockets' a partir de Gaza e as operações militares em larga escala desencadeadas por Israel" como retaliação.
"Importa estabelecer de imediato um cessar-fogo, retomando a via do diálogo e possibilitando a prestação de auxílio humanitário às populações atingidas", lê-se também.
No comunicado emitido este domingo, Portugal reafirma o seu apoio "às iniciativas diplomáticas em curso que visam interromper o presente ciclo de violência, limitar os riscos de alastramento da crise e salvaguardar o bem-estar das populações civis afectadas."