Justiça

Rui Pinto optou por falar em tribunal

Lisboa, 22/03/2019 - Rui Pinto presente hoje ao juiz de instrução criminal no campo da Justiça para conhecer medida de coação. ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens ) NUno Pinto Fernandes/Global Imagens

O primeiro interrogatório judicial a Rui Pinto, colaborador do "Football Leaks", começou às 18.45 horas desta sexta-feira, sob a condução da juíza de instrução criminal Maria Antónia Andrade.

Rui Pinto vai prestar declarações às autoridades.

O alegado pirata informático que chegou na quinta-feira a Portugal para responder num inquérito envolvendo o fundo de investimento ligado ao futebol Doyen Sports chegou, esta sexta-feira, ao Campus da Justiça, cerca das 15.40 horas, depois de ter aguardado, no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária, a transferência do processo para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e, depois, para o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Apesar de ter a possibilidade de se remeter ao silêncio, Rui Pinto optou por falar, cabendo ao tribunal determinar a medida de coação a aplicar, que poderá ir do termo de identidade e residência à medida mais gravosa prevista na lei, a prisão preventiva.

Inicialmente, a expectativa era de que Rui Pinto começasse a ser ouvido pelo juiz de instrução ainda durante a manhã desta sexta-feira, mas, só às 15.40 horas chegou ao Campus da Justiça, em Lisboa. À chegada, dentro de um carro da Polícia Judiciária, Rui Pinto aparentava estar descontraído.

O jovem viajou até Portugal na quinta-feira, vindo de Budapeste, escoltado por uma brigada da Polícia Judiciária e acompanhado pelo advogado Francisco Teixeira da Mota. Seguiu para as instalações da PJ, na capital

Rui Pinto está a ser investigado por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen, em 2015. Nesse ano, quando começaram a surgir na Internet as primeiras notícias sobre contratos de jogadores, nomeadamente do Sporting, do F. C. Porto e do Benfica, o sistema informático do fundo Doyen foi um dos pirateados. A empresa recebeu um e-mail a pedir "uma oferta generosa" de pelo menos 500 mil euros para travar a divulgação de segredos.

De acordo com fontes ligadas ao processo, o Ministério Público tenciona pedir uma medida de coação privativa da liberdade, por entender que o pirata informático pode perturbar o inquérito ou fugir para o estrangeiro. Poderá passar pela prisão preventiva ou domiciliária.

Rui Pinto também é suspeito de ser o autor material dos roubos dos e-mails do Benfica.

Inês Banha