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Ainda não há respostas para a morte de paraquedista

Base Aérea n.º 11, em Beja, acolheu o o exercício multinacional "Real Thaw 2019" Arquivo

Dois meses e meio depois, continua por explicar a morte de um paraquedista num exercício militar em Beja.

A Comissão de Inspeção de Paraquedas do Regimento de Paraquedistas (CIPRP), responsável pelo inquérito à morte do primeiro-sargento Manuel Gonçalves, a 27 de setembro na Base Aérea 11, pediu uma segunda autópsia ao corpo do militar.

Segundo apurou o JN, em causa está o facto da CIPRP, composta por um oficial e dois sargentos, ambos militares SOGA (saltadores operacionais de grande altitude), "não perceber, ou querer perceber, por que razão o o primeiro-sargento Manuel Gonçalves, de 34 anos, não abriu o paraquedas de reserva, ou porque o dito paraquedas não abriu".

Três dias após a morte do militar, conhecido como "Speedy Gonzalez", a mesma fonte assegurou que "não foi erro humano, foi do material". O militar terá feito "todos os procedimentos após o assalto", sendo importante perceber se o acidente "foi por má dobragem do paraquedas ou outra causa", que levou a que o segundo (reserva) não tenha aberto.

Fonte do Estado-Maior do Exército confirmou ao JN que o inquérito "ainda está a decorrer" e garantiu que, se forem detetados procedimentos que expliquem o acidente, "serão implementadas medidas de correção da situação".

O acidente ocorreu durante o exercício internacional Real Thaw 2019. Foi a primeira queda mortal de um militar num exercício em Portugal.

Teixeira Correia