A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que a ameaça mundial do Covid-19 é agora "muito elevada".
"Aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do impacto do COVID-19 para um nível muito alto em todo o mundo", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que os epidemiologistas da OMS acompanharam em permanência os desenvolvimentos da infeção por SARS-CoV-2, doença denominada Covid-19, e foi decidido aumentar a avaliação do risco de propagação e do risco de impacto do Covid-19 para o nível mais alto.
Avançou ainda que mais de 20 vacinas estão a ser desenvolvidas em todo o mundo e que vários produtos terapêuticos estão a ser testados, sendo os primeiros resultados esperados em "algumas semanas".
Se a China era até há recentemente o único foco mundial do coronavírus, o risco multiplicou-se com o surgimento de novos casos em países como a Coreia do Sul, o Irão e a Itália. Segundo a OMS, cerca de 50 países estão agora afetados.
"O que estamos a ver agora são epidemias relacionadas com o Covid-19 em vários países, mas a maioria dos casos ainda pode ser atribuída a contactos conhecidos ou grupos de casos", adiantou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo o responsável, "a chave para conter o novo coronavírus é quebrar as cadeias de transmissão".
Embora a OMS tenha aumentado o nível de ameaça internacional, não considera que sejam ainda uma pandemia. Uma pandemia é uma situação em que "todos os cidadãos estão expostos", o que não é o caso, disse aos jornalistas o diretor de programas de emergência da OMS, Michael Ryan.
"Se fosse uma epidemia de gripe, teríamos falado de uma pandemia", mas no caso do novo coronavírus, "com medidas de contenção, o curso da epidemia pode ser interrompido de maneira significativa", explicou Michael Ryan.