Justiça

Jogadores e dirigentes entre os 47 arguidos da operação "Fora de Jogo"

PSP à porta de Alvalade Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

Foram constituídos 47 arguidos no âmbito da operação "Fora de Jogo", que contou, esta quarta-feira, com 76 buscas em vários clubes de futebol, incluindo os três grandes, e casas de dirigentes.

A Procuradoria-Geral da República detalha, em comunicado enviado às redações, que, no âmbito da operação "Fora de Jogo", a cargo da Autoridade Tributária e Aduaneira, há 47 arguidos (24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares), "entre os quais jogadores de futebol, agentes ou intermediários, advogados e dirigentes desportivos".

"Em causa estão suspeitas da prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais", confirma a nota. No inquérito, investigam-se negócios do futebol profissional, efetuados a partir de 2015, que terão envolvido "atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado", através da "ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações".

Foram realizadas buscas, em 56 locais, 40 buscas domiciliárias e 31 buscas não domiciliárias, em vários clubes - nomeadamente F. C. Porto, Benfica, Sporting, Sporting de Braga, Vitória de Guimarães, Marítimo, Estoril e Portimonense - e respetivas sociedades, e ainda cinco buscas a escritórios de advogados, incluindo o de Carlos Osório de Castro, que representa a Gestifute e Cristiano Ronaldo, sabe o JN. Um dos empresários visado nas buscas é Jorge Mendes, conhecido como o "super-agente".

JN