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Homem armado mantém passageiros sequestrados em autocarro

Homem sequestrou autocarro em Lutsk MARKIIAN LYSEIKO/EPA

Um homem armado e com explosivos sequestrou um autocarro com cerca de 10 pessoas a bordo na cidade de Lutsk, no noroeste da Ucrânia. Impasse com as autoridades mantém-se. Suspeito já foi identificado.

A polícia isolou o centro da cidade, 400 quilómetros a oeste de Kiev, a capital. O autocarro, com as cortinas fechadas, está na praça do Teatro de Lutsk, avançou o portal de notícias ucraniano korrespondent.net.

Os agentes da polícia estão a tentar entrar negociar com o sequestrador, mas o impasse dura há várias horas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o homem tomou o controlo do autocarro pelas 9.25 horas (7.25 horas em Portugal continental).

"Tiros foram ouvidos e o autocarro está danificado", afirmou Zelensky nas redes sociais, acrescentando que estão a ser tomadas medidas para resolver a situação sem vítimas.

O sequestrador foi identificado pelas autoridades como Maksim Krivosh e, segundo a imprensa ucraniana, o homem já esteve preso. Diz ter na sua posse granadas e armas automáticas e ameaça fazer explodir o autocarro.

O Departamento de Investigação Criminal ucraniano acrescenta que o suspeito estaria em tratamento psiquiátrico, segundo a Euronews.

Dois engenhos explosivos desativados em mercado de Kiev

O sequestro do autocarro em Lutsk ocorre no mesmo dia em que dois engenhos explosivos foram desativados num mercado de Kiev, após uma denúncia anónima feita à polícia.

A polícia local foi informada de que os explosivos foram colocados junto a dois quiosques móveis, indicou o autarca da capital da Ucrânia, Vitali Klitschko, na sua página do Facebook.

"Agentes e especialistas em bombas verificaram a informação e encontraram objetos perigosos. As pessoas foram imediatamente retiradas. O perímetro ao redor dos quiosques foi selado pela polícia e as equipas de resgate", afirmou Klitschko, acrescentando que os engenhos foram desativados.

A polícia de Kiev disse também que estava a verificar informações sobre possíveis explosivos colocados numa praça perto da estação de metro de Minska, que fica próxima do mercado.

Redação