Mirandela

Drones da Força Aérea deslocalizados de Macedo de Cavaleiros para Mirandela

Drones da Força Aérea têm capacidade de descolagem e aterragem vertical DR

Os dois drones da Força Aérea que deviam ser instalados no final deste mês em Macedo de Cavaleiros, no âmbito da operação de ​​​​​​​UAS (Unmanned Aircraft System), para apoio na prevenção de combate aos incêndios florestais, vão começar a operar a partir de Mirandela, já na próxima segunda-feira.

A Força Aérea confirmou esta quinta-feira ao Jornal de Notícias que dois dos 12 drones adquiridos para trabalhar a nível nacional, cuja operação seria a partir de Macedo de Cavaleiros, para vigilância da aérea a norte de Portugal, "foi planeada tendo por base o emprego de aeronaves com capacidade de descolagem e aterragem vertical, uma vez que estes voos seriam realizados a partir de um espaço de reduzidas dimensões" e que a Força Aérea "efetuou todas as ações de instalação da estação de controlo terrestre necessárias para iniciar as operações no heliporto em Macedo de Cavaleiros.

No entanto, devido a constrangimentos de ordem técnica, aos quais a Força Aérea é alheia, não foi possível até ao momento efetuar a aceitação das aeronaves com as funcionalidades necessárias para garantir uma operação segura" a partir daquela cidade, esclareceu o gabinete de Relações Públicas da Força Aérea.

O início da atividade aérea no aeródromo de Mirandela está previsto para o início da próxima semana, "em total observância das metas definidas para Macedo de Cavaleiros", acrescentou aquele gabinete, e, "enquanto decorre o processo de implementação dessas funcionalidades pelo fabricante, e posterior validação pela Força Aérea, para garantir o início das operações de vigilância aérea no mais curto espaço de tempo e na mesma área de operações, foi decidido deslocalizar a base de operações para o aeródromo de Mirandela, uma vez que esta infraestrutura possibilita a descolagem convencional das aeronaves".

Ainda segundo a Força Aérea, a solução encontrada assegura todos os objetivos definidos para a operação em Macedo de Cavaleiros possibilitando a mesma cobertura da área de vigilância que estava prevista anteriormente. Trata-se de uma opção "temporária" e que "estará em vigor até que seja possível garantir os padrões de operação adequados, após validação dos requisitos operacionais estabelecidos".

Glória Lopes