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Japão deteta primeiros casos da nova variante do Reino Unido

Japão conta com cerca de 215 mil pessoas infetadas e com 3.197 mortes por covid-19 FRANCK ROBICHON/EPA

As autoridades do Japão detetaram pela primeira vez vários casos da nova variante do SARS-CoV-2, em viajantes que chegaram ao país provenientes do Reino Unido.

A informação é da ministra japonesa da Saúde, Norihisa Tamura, que avançou que foram detetados cinco casos da nova variante do coronavírus SARS CoV-2 quando os passageiros passaram pelos serviços de controlo em dois aeroportos japoneses, entre os dias 18 e 21 de dezembro.

De acordo com Norihisa Tamura, os cinco infetados estão atualmente em isolamento, sendo que apenas um apresenta sintomas da doença.

A governante detalhou, em conferência de imprensa, que dois dos casos apareceram nas análises que fizeram aos passageiros do aeroporto de Haneda, em Tóquio, no dia 21 de dezembro, e os outros três em Kansai, na província de Osaka, no dia 18.

Os cinco passageiros apresentaram testes positivos para a covid-19 na chegada ao Japão e os testes subsequentes confirmaram que eram portadores da nova variante.

A ministra não avançou pormenores sobre a identidade ou nacionalidade dos infetados com a nova variante do coronavírus, aparentemente muito mais contagiosa do que a que surgiu no final do ano passado na cidade chinesa de Wuhan.

O Japão proibiu a chegada de estrangeiros do Reino Unido desde quinta-feira, mas aquela restrição não afeta os japoneses provenientes daquele país, nem residentes estrangeiros no Japão.

A África do Sul, onde também já foi detetada a nova variante do vírus, anunciou a mesma proibição.

De acordo com os dados oficiais mais recentes, o Japão conta com cerca de 215 mil pessoas infetadas até ao momento e com 3.197 mortes por covid-19.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.743.187 mortos resultantes de mais de 79,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

JN/Agências