Política

Portugal no topo do ranking europeu no uso de novas tecnologias na Justiça

Estudo do Conselho da Europa revela que Portugal "tem um nível muito elevado de utilização das tecnologias de informação e comunicação na Justiça".

O estudo feito pela Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (CEPEJ), do Conselho da Europa, será divulgado hoje, quarta-feira, em Lisboa, numa conferência presidida pelo ministro da Justiça, Alberto Costa.

"A CEPEJ reconhece que várias aplicações [informáticas ] desenvolvidas pelo Ministério da Justiça (MJ) têm possibilitado a realização de muitos procedimentos comuns da vida dos cidadãos e empresas de modo desmaterializado (registo de nascimento, constituição de empresas, compra de casa, divórcio, documento único automóvel)", sublinha uma nota do MJ, a propósito das conclusões do estudo.

A CEPEJ refere, também, que "a desmaterialização dos registos acrescenta valor e traz vantagens para os cidadãos".

A desmaterialização dos processos significa o recurso à via electrónica, em substituição do papel.

"A CEPEJ dá especial relevo à criação de vários balcões de atendimento e serviços de apoio que permitem aos interessados efectuar diferentes serviços num único local. O que permite, segundo a CEPEJ, uma redução de custos de 20 a 85 por cento", indica o MJ.

Segundo o MJ, é ainda dito que, com a utilização das aplicações informáticas, os cidadãos e as empresas "poupam, por ano, cerca de 480 milhões de euros em custos directos e indirectos".

Redação