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Atentados dos talibã em Cabul a dois dias das eleições

Homem com criança ferida em ataque à bomba em Cabul PEDRO UGARTE/AFP

Pelo menos dois mísseis atingiram as imediações do palácio presidencial de Cabul sem causar vítimas, dois dias antes das eleições presidenciais no Afeganistão. Um atentado suicida provocou sete mortos e 51 feridos.

O atentado suicida com um carro armadilhado provocou a morte a pelo menos sete pessoas e 51 ficaram feridas, em Cabul, segundo fontes governamentais afegãs.

O alvo da explosão foi uma caravana de abastecimento às forças internacionais, na estrada que liga a cidade à maior base militar norte-americana no Afeganistão - Bagram.

Um porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF, na sigla em inglês) confirmou que "soldados da ISAF foram mortos e vários ficaram feridos".

A missão das Nações Unidas no Afeganistão confirmou, entretanto, a morte de dois dos seus colaboradores no atentado e que um deles se encontra ferido, todos eles afegãos.

O ataque já foi reivindicado por telefone pelo porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahed.

Também hoje, terça-feira, dois mísseis  atingiram as imediações do palácio presidencial de Cabul, às 07:00h (03:00h em Lisboa), indicou fonte policial à agência de notícias espanhola EFE.

Outro atentado suicida, na província de Uruzgan, matou três soldados afegãos e dois civis.

A polícia afegã também anunciou hoje, terça-feira, o assassínio na segunda-feira de um candidato às eleições regionais numa emboscada no norte do país, elevando para quatro o número de candidatos assassinados.

Abdul Rahim, um dos 72 candidatos a um lugar no conselho da província de Jawzjan, foi assassinado por talibãs, adiantaram as autoridades. "Os talibãs montaram uma emboscada ao candidato e ele foi assassinado", indicou o chefe da polícia regional, Khalil Aminzada.

Na quinta-feira realizam-se no Afeganistão as segundas eleições presidenciais desde a queda do regime talibã, em 2001.

Os rebeldes talibã, que nos últimos dias intensificaram os seus ataques contra as forças de segurança afegãs e internacionais, apelaram ao boicote e ameaçaram os cidadãos que tencionam votar.

Redação