Desporto

Atleta bielorrussa que recusou voo "forçado" para casa está em segurança

Krystsina Tsimanouskaya (número 9) na prova de 100 metros Andrej ISAKOVIC / AFP

Uma atleta bielorrussa que competia nos Jogos Olímpicos e recusou a ordem para regressar mais cedo ao país está em segurança em Tóquio, após pedir proteção às autoridades japonesas.

Krystsina Tsimanouskaya, de 24 anos, passou a noite num hotel do aeroporto Haneda, em Tóquio.

No domingo, segundo contou a atleta, foi-lhe dada uma hora para fazer as malas antes de ser escoltada até ao aeroporto para regressar à Bielorrússia.

A atleta, que deveria competir nos 200 metros femininos esta segunda-feira, pediu proteção policial no terminal para não ter de embarcar. "Acho que estou segura. Estou com a polícia", disse, rodeada de polícias no aeroporto.

Na origem desta ordem para regressar a casa esteve uma publicação nas redes sociais, onde Krystsina Tsimanouskaya reclamou sobre ter sido inscrita noutra corrida "à última da hora". Segundo a agência Reuters, a atleta disse também que foi afastada da equipa porque "falou no Instagram sobre a negligência dos treinadores".

Por sua vez, as autoridades da Bielorrússia alegam que Krystsina Tsimanouskaya foi afastada da equipa por causa da sua "condição emocional e psicológica".

República Checa e Polónia já ofereceram apoio a Krystsina Tsimanouskaya, que está a ponderar pedir asilo na Europa.

O Comité Olímpico Internacional indicou que a atleta está sob proteção das autoridades japonesas e que várias agências estão a analisar o caso, incluindo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados.

JN