Unidade da Senhora da Hora fecha inscrições. Novos especialistas são esperados até março.
Os primeiros especialistas em Saúde Familiar, formados na Universidade de Medicina do Porto, nos anos 1980, fecham a carreira, como sucede a oito destes médicos instalados em Matosinhos. Sete deles solicitaram aposentação e deixaram os centros de saúde do município num súbito défice de prestação de cuidados de saúde familiar, ao ponto de a unidade da Senhora da Hora já não aceitar inscrições. A situação poderá ser normalizada lá para fevereiro/março, com a chegada de novos médicos.
A questão foi suscitada na reunião de Câmara, decorrida esta terça-feira à tarde: José Pedro Rodrigues, vereador da CDU, denunciou a situação verificada na Senhora da Hora. "E não só. Em Leça, sucede a mesma coisa. O meu agregado também não tem médico de família", atalhou Filomena Martins, vereadora do CDS.
A situação foi esclarecida pelo vice-presidente da Câmara e vereador com o pelouro da Intervenção Social e Saúde, que observou a coincidência de os médicos, "na casa dos 62/63 anos", terem solicitado a reforma.
Carlos Amorim da Moita sublinhou esta "circunstância excecional" e também disse que tinha "informações" de que estão para chegar novos médicos, "em fevereiro ou março".
Queda acentuada
Até lá, Matosinhos, que tem uma população de 175 mil habitantes, regista a queda acentuada da prestação de cuidados de saúde familiar. "A cobertura de médicos de família andava pelos 99% e, agora, com a reforma destes médicos, baixou para 88%", disse Amorim da Moita, acrescentando que os utentes sem médico de família estão a ser dirigidos para as unidades de saúde pública de Matosinhos e de S. Mamede de Infesta.