Um agente da PSP de 53 anos, natural de uma aldeia do Fundão, está desde esta quarta-feira em prisão preventiva, por ter alegadamente incendiado as viaturas de quatro testemunhas da ex-mulher, que o processou por violência doméstica, e ainda o automóvel da técnica da Segurança Social que vem acompanhando a vítima no contexto do mesmo caso.
Suspeito de vários crimes de incêndio e dano relacionados com o inquérito penal que corre no Tribunal da Covilhã, o polícia recolheu ao Estabelecimento Prisional de Évora depois que o juiz de instrução do Tribunal de Castelo Branco lhe aplicou a medida de coação mais grave.
De acordo com a Polícia de Segurança Pública albicastrense, que emitiu um comunicado na quarta-feira, o indivíduo, com 30 anos de carreira na PSP, foi detido na terça-feira "fora do flagrante delito", na sequência de uma investigação que a Polícia Judiciária da Guarda já tinha em curso "em estreita colaboração" com aquele comando distrital.
PSP arrisca expulsão
Além dos ilícitos penais de que é suspeito, o agente responde atualmente num segundo inquérito, disciplinar, na corporação que já lhe tinha retirado a arma de serviço. Só estava a exercer funções de telefonista.
O Comando Distrital da PSP de Castelo Branco relatou no comunicado que, "à data dos factos indiciados, o suspeito já se encontrava desarmado a prestar serviços administrativos e de apoio, por força de um processo disciplinar anteriormente desencadeado e que se encontra em tramitação para aplicação de expulsão".
Por força da acusação de violência doméstica, o arguido, que trabalhava na esquadra da Covilhã, estava sob vigilância de uma pulseira eletrónica para evitar que se aproximasse da mulher de quem já se tinha divorciado.
Segundo apurou o JN, a monitorização de que era alvo o arguido, no âmbito daquela vigilância eletrónica, foi a grande aliada dos investigadores na recolha de provas sobre as horas e os locais onde o agente da PSP terá incendiado os cinco automóveis.