Desporto

Ataque à selecção do Togo em Angola: "Fomos metralhados como cães"

O autocarro que transportava a selecção do Togo foi metralhado ao atravessar a fronteira entre o Congo e Angola, onde se vai realizar a Taça das Nações Africanas. O ataque na secção de Massabi, Cabinda, causou um morto e um número ainda indeterminado de feridos.

Segundo o porta-voz do ministro do Desporto do Togo, o motorista do autocarro morreu no ataque. Mais cinco pessoas ficaram feridas, duas das quais jogadores da selecção.

O número de vítimas resultantes do ataque são, no entanto, desencontrados, referindo as diversas fontes que entre três a sete pessoas foram assistidas no hospital de Cabinda, estando, contudo, confirmada a morte do motorista.

O deputado angolano eleito por Cabinda, Raul Danda, disse, por sua vez, à Agência Lusa que o ataque fez 11 feridos, seis dos quais com gravidade.

Os jogadores feridos no tiroteio são o guarda-redes Kodjovi Obilale e o defesa Serge Akakpo. Os outros feridos são, segundo um futebolista, um elemento da equipa técnica, um médico e um jornalista.

Algumas testemunhas dizem que o ataque foi "brutal" e que o autocarro foi baleado durante 20 minutos. Os mesmo testemunhos relatam que a grande figura da selecção, o jogador do Manchester City, Emmanuel Adebayor, desatou a chorar.

"Fomos metralhados como cães. Eles estavam armados até aos dentes... estivemos 20 minutos deitados por baixo dos assentos do autocarro", explicou Thomas Dossevi, jogador do Nantes de França, em declarações à cadeia de televisão francesa Infosport.

"Nós não queremos jogar nesta Taça de África das Nações. Pensamos nos nossos colegas e ser atingido por balas quando apenas queremos jogar futebol é chocante", acrescentou Dossevi.

O Togo devia estrear-se segunda-feira na CAN2010 frente à selecção do Gana, em Cabinda.

Angola é país organizador do Campeonato Africano das Nações que arranca este domingo.

JN