Cultura

3D pode motivar reclassificação etária de “Avatar”

Alertas de neurologistas para os eventuais perigos duma exposição das crianças à tecnologia 3D podem motivar uma reclassificação do filme “Avatar”, dos 6 para os 12 anos. Nos EUA, alguns fãs experimentaram depressão e tendências suicidas.

A neurologista Teresa Paiva alertou, em declarações à agência Lusa, para os perigos relacionados com uma “forte estimulação sensorial” que a exposição à tecnologia 3D pode provocar nas crianças pequenas.

A Comissão de Classificação de Espectáculos (CCE), orgão responsável pela classificação etária dos filmes exibidos nas salas de cinema, admite que o filme “Avatar” pode vir a ser reavaliado, quer a versão em 3D, quer a normal.

O presidente da CCE garantiu à Lusa que a opinião dos clínicos é respeitada e que a classificação etária de um filme é revista “sempre que há reclamações”, admitindo assim que “Avatar” será reavaliado.

Os resultados desta nova visualização poderão resultar na alteração da classificação etária da película e na introdução de uma advertência em relação à tecnologia 3D em todas as salas de cinema que exibam o filme.

“Avatar” é já um dos filmes mais rentáveis da história do cinema com lucros que ascendem a mais de 1,4 mil milhões de dólares mas, na América, a película está, também, a suscitar polémica.

Fãs americanos deprimidos e com tendências suicidas

Fãs do filme de ficção científica afirmam que experimentaram períodos de depressão e tendências suicidas depois de assistirem a “Avatar”, refere a CNN.

O público americano culpa o cenário idílico de Pandora, retratado em “Avatar”, onde nunca poderão viver, como uma das causas para as profundas depressões.

Um site de fãs do filme de James Cameron colocou on-line o tópico “Como lidar com a depressão de que o sonho de Pandora é inatingível” e recebeu mais de mil testemunhos de quem se sentia deprimido, desligado da realidade, ou ainda sentia repulsa pela humanidade.

“Avatar” tornou-se para o público americano não só uma experiência cinematográfica mas um veículo para um exercício de introspecção.

Este é já um dos filmes mais rentáveis da história do cinema, com lucros que ascendem a mais de 1,4 mil milhões de dólares nas bilheteiras de todo o mundo.

Redação