Porto

PSD Porto recusa plano da TAP para aeroporto Francisco Sá Carneiro

As ligações da TAP, do Porto para outros destinos, continuam na ordem do dia. São muitas as vozes do descontentamento DR

A Comissão Política Distrital do PSD do Porto emitiu, este domingo, um comunicado, no qual manifesta a sua recusa em aceitar o plano da TAP para o aeroporto Francisco Sá Carneiro.

"O novo plano de rotas da TAP, agora conhecido, vem reforçar a posição do PSD do Porto relativamente aos anteriores planos que, também, já não eram favoráveis ao norte do País e confirmar o logro da retórica do Governo do Partido Socialista face à realidade dos factos, limitando-se a enganar a população e as empresas do Norte de Portugal", pode ler-se.

"Os factos demonstram que as diversas e consecutivas decisões da TAP têm desconsiderado o aeroporto Francisco Sá Carneiro e prejudicado o norte do País", prossegue o comunicado.

Depois é feito um enquadramento sobre a importância da aerogare: "O aeroporto Francisco Sá Carneiro é o maior aeroporto do noroeste peninsular e está sediado numa região, responsável por mais de 40% das exportações e por mais de 30% do PIB nacional, servindo mais de 5 milhões de pessoas, desde a região centro à Galiza".

"O plano de rotas, agora tornado público, é absolutamente atentatório do interesse nacional e lesivo da equidade e da relação custo/benefício de uma opção estratégica desta natureza, cavando ainda mais fundo o centralismo e discriminando de forma incompreensível as diferentes regiões do País", dá conta o PSD do Porto.

Na mesma linha, é acrescentado: "Seja por via da economia, com as nossas empresas a enfrentar mais custos e mais dificuldades nos seus negócios, seja por via do turismo que vê reduzida a rede de ligações a outras cidades europeias e mundiais. Seja, ainda, por terminar com a ligação direta de milhões de Portugueses emigrantes oriundos da zona norte do país, à sua terra natal".

O comunicado coloca em causa as opções tomadas e questiona as intenções: "O PSD do Porto não vê razão para estas decisões da administração da TAP. Várias outras empresas de aviação privadas têm manifestado interesse em aumentar a sua oferta de e para o Porto, motivo pelo qual, podemos perceber, não existe falta de procura ou de rentabilidade de negócio".

"Se a TAP não responde às necessidades e aos anseios dos aeroportos do País deixa de cumprir o seu papel de empresa nacional - companhia de bandeira - e passará a ter um papel meramente regional. E, isso, torna indefensáveis e injustos os sucessivos resgastes financeiros pagos pelos Portugueses à TAP. Os Portugueses não podem continuar a ser contribuintes líquidos de uma empresa de aviação que tem por missão servir apenas uma parte do País", consideram os sociais-democratas.

"Nesse sentido, a Distrital do PSD do Porto exige a imediata inflexão deste rumo e desta estratégia, reclamando uma solução de retoma, que incremente um plano de rotas e voos, de forma proporcional ao número de passageiros, a partir de todos os aeroportos nacionais. De outra forma, consideramos que deve ser reequacionada a posição do Estado Português na TAP", conclui o documento.

JN